‘Não compactuo’, diz Wladimir sobre supostas irregularidades nas folhas de ponto do HGG

O prefeito se pronunciou sobre o caso em entrevista ao Band Notícias, na Band FM Campos, nesta quarta-feira (26)

Por Lyandra Alves

Foto: Divulgação

Em entrevista por telefone ao Band Notícias, na Band FM Campos, nesta quarta-feira (25), o prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho (Progressistas), se pronunciou sobre irregularidades nas folhas de ponto do Hospital Geral de Guarus (HGG). (Ouça completa ao final da matéria)

“Eu não tinha como saber disso. É uma questão interna do hospital e eu já mandei abrir uma sindicância. Vai ser apurado e quem tiver que responder, vai responder. Não vou, jamais, compactuar com esse tipo de coisa”, afirmou.

Wladimir ainda comentou sobre a fiscalização realizada pelos deputados estaduais Felippe Poubel (PL), Alan Lopes (PL) e Rodrigo Amorim (PTB).

“Não é nem dever dos deputados fiscalizar um hospital municipal. O dever seria dos vereadores, mas como eles não tiveram essa coragem, ou capacidade, tiveram que chamar os deputados para fazer o papel que lhes caberia”, disse.

O chefe do executivo ainda destacou que “um caso especifico de um médico não pode macular todo um trabalho sério realizado e desenvolvido pelos funcionários do hospital”.

Após deputados denunciarem irregularidades no HGG, servidora da unidade presta queixa contra abuso de autoridade

O que aconteceu:

Os servidores HGG foram surpreendidos pela visita dos deputados estaduais Felippe Poubel (PL), Alan Lopes (PL) e Rodrigo Amorim (PTB) na última sexta-feira (20).

Os parlamentares afirmam ter encontrado um série de irregularidades na unidade. Um médico, que estaria na Bahia, constava como presente na unidade. Folhas de ponto já preenchidas em datas futuras também teriam sido encontradas.

Repúdio à ação dos deputados:

O superintendente do Hospital Geral de Guarus (HGG), Vitor Mussi, repudiou a abordagem dos deputados deputados.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Mussi chamou a ação dos parlamentares de truculenta e destacou o que, na visão dele, representa a organização do HGG.

“Os deputados vieram truculentamente no intuito de investigar nossa gestão. Não encontraram pacientes internados em corredor e sem assistência. Não encontraram o hospital sem remédios ou insumos”, disse.

Além de Mussi, uma servidora pública municipal efetiva da prefeitura prestou depoimento na 146ª DP. Ela afirmou que eles teriam cometido abuso de autoridade, pois se sentiu coagida pela abordagem feita.

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