Nesta segunda-feira (20), moradores de Lagoa de Cima, Campos dos Goytacazes, enfrentaram a ausência de ônibus, agravando a já complexa situação do transporte público na região. A falta de coletivos tem gerado insatisfação entre seus usuários que se sentem prejudicados em sua mobilidade.
“Eu fico muito aborrecido com a empresa de ônibus que faz a linha para Lagoa de Cima. E o prefeito de Campos não toma nenhuma atitude. As empresas fazem o que querem. Os ônibus de campos são todos sucatas”, reclamou uma moradora.
Um grupo particularmente afetado são os idosos, que relatam a recusa de ônibus e vans, atribuindo isso à gratuidade de seus passes. Essa situação tem levantado questões sobre a acessibilidade e a necessidade de garantir que os serviços estejam disponíveis para todos os cidadãos, independentemente da faixa etária.
Por outro lado, os permissionários do transporte público apontam para a falta de repasse do subsídio do óleo diesel pela prefeitura. Eles afirmam que esse impasse financeiro impacta diretamente a operação dos serviços, comprometendo a qualidade e regularidade do transporte oferecido à população.
“É difícil trabalhar sem ajuda do diesel, que ainda está atrasado. tendo que tirar do nosso bolso fica muito difícil carregar idosos pra cima e pra baixo”, desabafou uma permissionário que preferiu não se identificar.
Subsídio do diesel
Em junho desde ano, o executivo municipal prorrogou o Programa de Subsídio Emergencial de Óleo Diesel – PSED aos Operadores do Sistema de Transporte Público Coletivo de Passageiros de Campos até o dia 31 de dezembro de 2023, em caráter excepcional.
A prorrogação se deu devido a alteração na a Lei 9.160, de 30 de junho de 2022, que estendeu o período de subvenção econômica, que se encerraria no dia 30 de junho de 2023.
A nossa equipe de reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campos, mas até o momento da publicação desta matéria não obtivemos respostas.


