Arteterapia como atividade de inclusão nos CAPSs de Campos

Daniella Barros, arteterapeuta que atua nos CAPS AD, 2 e 3, falou sobre o impacto das atividades que desenvolve

Por Giovanna Toledo

Foto: Divulgação

A Arteterapia tem sido uma ferramenta importante no auxílio a pessoas em tratamento de saúde mental e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de Campos. Essa abordagem é aplicada de maneira diferenciada, adaptando-se às necessidades específicas de cada grupo de usuários. Daniella Barros, arteterapeuta que atua nos CAPS AD, 2 e 3, falou sobre o impacto das atividades que desenvolve.


No Caps AD Dr. Ari Viana, Daniella realiza um trabalho biopsicossocial que combina diversas abordagens ao longo do mês. “Meu objetivo é proporcionar um espaço onde os usuários possam se expressar livremente. A arte é uma ponte que facilita a socialização e a expressão emocional”, explicou a terapeuta.
As oficinas acontecem todas as sextas-feiras à tarde e começam com atividades artísticas contextualizadas, permitindo que os usuários compartilhem suas ideias e emoções. A metodologia utilizada é inspirada na obra de Nise da Silveira, que valoriza a expressão sem a necessidade de um produto final estético.


Além das atividades artísticas, uma vez por mês, Daniella organiza sessões de Cineterapia, onde os usuários assistem a um filme previamente escolhido, seguido de discussões e reflexões. “Essas sessões não apenas proporcionam um momento de lazer, mas também promovem a reflexão sobre temas de superação e vida, conectando-os a suas próprias experiências”, afirmou Daniella.
Outra importante proposta do trabalho de Daniella é a geração de renda. “Estamos desenvolvendo atividades que capacitam os usuários a aprenderem técnicas que podem gerar renda, como a confecção de vasinhos de cimento e papel machê. É uma forma de emponderá-los e oferecer novas perspectivas”, ressalta.


Nos CAPSs 2 e 3, a abordagem é adaptada às realidades específicas dos usuários. No Caps 2, Daniella foca na criação de produtos que podem ser vendidos, como vasinhos de cimento para um bazar. “Queremos que os usuários entendam como podem fazer em casa, utilizando materiais de baixo custo. Isso os ajuda a desenvolver habilidades práticas e potencializa sua capacidade de gerar renda”, disse a arteterapeuta.


Já no Caps 3 Dr. Romeu Casarsa, onde os usuários enfrentam desafios cognitivos, as atividades são estruturadas para promover a aprendizagem e a expressão livre. “Trabalhamos o controle motor e a expressão artística, sempre sem julgamentos. É essencial que eles sintam que sua produção artística é valorizada e respeitada”, destaca Daniella.


Daniella também enfatiza a importância da exposição das obras dos usuários. “Ver suas criações expostas é um reconhecimento do esforço e da superação de cada um. É fundamental que eles sejam vistos e valorizados, tanto por outros usuários quanto pela sociedade”, conclui.


O Caps AD disponibiliza seis vagas para acolhimento, sendo quatro leitos masculinos e dois leitos femininos. Também fazem parte da equipe do dispositivo: enfermeiros, técnicos em enfermagem, farmacêutico, técnico em farmácia, professor de educação física, assistentes sociais, assistentes administrativos, ASG, motoristas e vigias.

Fonte: PMCG

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