Planos mais simples com coberturas menores podem fazer saúde suplementar voltar a crescer depois de dez anos

O Diretor Comercial do Grupo Assim Saúde revelou que o modelo de atendimento ambulatorial no sistema de saúde suplementar enfrenta uma estagnação

Por Giovanna Toledo

Foto: Divulgação

O Diretor Comercial do Grupo Assim Saúde, Fábio Maia, revelou hoje que o modelo de atendimento ambulatorial no sistema de saúde suplementar, diante da estagnação dos números do setor, cresceu apenas 1,82%, nos últimos 10 anos. Segundo ele, um dos caminhos para esta modificação precisa passar pela possibilidade de regulamentação de planos de saúde mais simples e que não precisem estar obrigatoriamente amarrados a cobertura de 97% das necessidades do usuário, conforme dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Estas afirmações foram feitas pelo executivo durante a sua participação na edição 2024, da FISWEEK, a mais importante plataforma de conteúdo e informações do setor da saúde no país, realizada no Rio de Janeiro, na EXPOMAG, na Cidade Nova. O evento, organizado pela ABRAMGE, foi dividido em 10 palcos, com palestras, fóruns e painéis durante a sua programação.

A palestra de Fabio Maia, “Plano ambulatorial: Cenário atual e as perspectivas de mudanças”, teve um destaque especial pela confirmação de números bastante significativos. Em suas considerações, o executivo trouxe como referência alguns dados do setor. Atualmente, disse, “ O Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, são os lugares onde há o maior percentual de usuários de planos ambulatoriais, com 566 mil vidas, ou 3,3% da população. Em termos nacionais, esse contingente é inferior a 1%,”afirmou.

Fábio ainda lembrou que o mercado de cartões benefícios de saúde já é maior que o da própria saúde suplementar, com 60 milhões de usuários versus os 50 milhões, de vidas com planos. “Se pudermos ofertar formatos mais simples no âmbito ambulatorial, certamente estaremos contribuindo para suprir muitas das demandas existentes no vácuo que há entre a opção pública (SUS) e os planos de saúde tradicionais”, concluiu.

Fonte: Ascom

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