Rodrigo Amorim e Wladimir trocam acusações após proibição judicial de acesso de deputados aos hospital em Campos sem autorização

Deputado questiona atuação da Prefeitura; Wladimir rebate e relembra escândalo do Ceperj

Por Redação

O embate entre o deputado estadual Rodrigo Amorim (União Brasil) e o prefeito de Campos dos Goytacazes (RJ), Wladimir Garotinho (PP), ganhou novo episódio neste fim de semana, após decisão judicial que proibiu parlamentares de entrarem sem autorização no Hospital Ferreira Machado. Amorim gravou um vídeo em resposta à medida, onde levanta suspeitas sobre a administração municipal. Já Wladimir reagiu nas redes sociais, classificando o deputado como “moralista de goela” e associando seu nome ao escândalo do Ceperj.

Em pronunciamento gravado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Amorim afirmou que sua comitiva foi recebida de forma respeitosa pela população durante a visita ao hospital de Campos. Segundo o deputado, a população “agonizava e sofria” com o que ele classificou como “péssimo atendimento por parte da Prefeitura”.

Ele declarou ainda que, durante a visita, fez questionamentos sobre um suposto médico nomeado pela Prefeitura, que estaria morando e trabalhando na Bahia: “Solicitamos que nos fosse elucidado o caso do médico que estava nomeado, ganhando uma fortuna dos cofres públicos de Campos, mas morando e trabalhando na Bahia, quando deveria estar ali, servindo à população”.

Amorim disse também que respeita a decisão judicial que proibiu novas entradas sem autorização, mas afirmou que está recorrendo por meio dos canais legais, com apoio da Procuradoria da Alerj: “As decisões judiciais não devem ser objeto de debate em qualquer lugar que não seja o corpo do processo. Estamos fazendo isso com os recursos adequados.”

O parlamentar questionou ainda o motivo do desconforto do prefeito com sua fiscalização: “Prefeito Wladimir, por que você ficou apavorado ao saber que eu, o deputado Alan Lopes e o deputado Felipe Poubel íamos novamente a Campos? Ficou com medo de ser fiscalizado de novo? Tem muito a esconder.”

Amorim finalizou dizendo que continuará com o que chamou de luta contra “quadrilhas que operam no Rio”, citando nominalmente a Prefeitura de Campos.

Poucas horas depois, o prefeito Wladimir Garotinho usou as redes sociais para responder o vídeo de Amorim. Ele começou dizendo que estava voltando de um fim de semana com a esposa quando recebeu os ataques: “Acabo de ligar o WhatsApp e começo a receber vídeos de mais um deputado da coleira do presidente da Alerj me atacando e falando mal do meu governo”, disse o prefeito.

Wladimir sugeriu que as críticas fazem parte de uma estratégia política articulada com o Estado: “Vocês deixaram de repassar o dinheiro do Estado para a saúde aqui de Campos, para que tudo vire um caos, e depois vêm fazer alvoroço midiático e difamar quem está aqui todo dia trabalhando.”

Em tom direto, o prefeito negou temer os parlamentares: “Deputado, eu não tenho medo do senhor, não.”

Ele aproveitou para devolver a acusação de “funcionário fantasma”, mencionando o escândalo do Ceperj, que envolveu contratações sem registro de trabalho efetivo: “Foi o deputado Rodrigo Amorim quem indicou o presidente do Ceperj, o Gabriel. Fala aí, Amorim: por onde anda o Gabriel que contratou mais de 30 mil pessoas fantasmas com dinheiro público?”

Wladimir também fez críticas pessoais ao deputado: “Você é um moralista de goela. Por trás das câmeras fala muito, mas quando veio a Campos tentou me cumprimentar. Eu coloquei as duas mãos pra trás. Eu tenho minha posição firme, e de vocês eu quero distância.”

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