Cadastro de Artesãos avança e chega ao Trianon

Programa do Artesanato Campista já registrou mais de 100 novos profissionais e leva políticas culturais aos territórios, promovendo inclusão e qualificação

Por Sâmela Braga

Foto: Secretaria de Desenvolvimento Econômico / Divulgação

A adesão ao Cadastro Municipal de Artesãos teve sequência nessa terça-feira (1), no Teatro Municipal Trianon. A ação é promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, por meio de um Termo de Cooperação Técnica com a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), e faz parte do recém-criado Programa do Artesanato Campista, que tem como objetivo mapear, orientar, fomentar, classificar e qualificar os artesãos e artesãs locais. A partir do cadastro, será possível direcionar melhor as políticas públicas do município ligadas a essa atividade econômica e cultural. Os profissionais de artesanato também têm a chance de dar entrada na Carteira Nacional do Artesão.

Em duas semanas, com visitas a quatro locais, mais de 100 profissionais já aderiram ao cadastro. Com isso, eles se aproximam ainda mais das ações promovidas pela Gerência de Economia Solidária da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, com possibilidade de troca de experiências com outros profissionais, capacitações e participação em eventos. Desde que o trabalho começou, há duas semanas, já houve ação de cadastro na Pelinca, no Farol de São Tomé e em Poço Gordo. O próximo cadastro será feito na Casa de Cultura José Cândido de Carvalho, em Goitacazes, em data a ser definida.

Segundo o gerente de Economia Solidária, Pedro Barcelos, a missão é chegar a mil cadastros até o final do ano (há duas semanas, o município tinha cerca de 600 profissionais cadastrados). Alguns agendamentos pessoais também já foram agendados e serão feitos na própria secretaria. “O balanço é muito positivo”, comemora.

“Esse cadastro vai ajudar no reconhecimento do nosso trabalho, ampliar um leque de opções e, quem sabe, até viabilizar o patrocínio de alguma loja”, disse a artesã Maria Auxiliadora dos Santos Souza Silva, que trabalha com bordado livre há dois anos e foi uma das cadastradas no Trianon. Outra cadastrada, Ana Lúcia Penha Pessanha trabalha há dez anos com material sustentável, como fibra de bananeira, taboa, palha de milho e bucha vegetal. Ela já tem Carteira Nacional do Artesão e acredita que, com a adesão ao Cadastro Municipal de Artesãos, terá um leque a mais para participação em feiras e oficinas.

Para o gerente de Formação em Arte e Cultura da FCJOL, Júlio Barreto, é importante desenvolver ações como essa, que colocam em prática o previsto no Plano Municipal de Cultura. “A cultura tem que estar nos territórios. Através de ações como essas em Poço Gordo, Farol e Goitacazes, estamos colocando em prática o que preconiza o Plano, que é a descentralização da cultura”.

Fonte: PMCG

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