Insegurança alimentar cai 55% no RJ com ações do governo estadual

Dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Por Lyandra Alves

Fotos: Rafael Campos

O Governo do Estado do Rio de Janeiro tem avançado no combate à fome por meio de investimentos contínuos em programas sociais como o Restaurante do Povo, Café do Trabalhador e RJ Alimenta. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essas ações contribuíram para a redução de cerca de 55% da insegurança alimentar no território fluminense entre 2022 e 2023.

Coordenadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, as três iniciativas já ofertaram, juntas, mais de 42 milhões de refeições durante a atual gestão. Os investimentos ultrapassaram a marca de R$ 240 milhões em todo o estado.

Esse esforço faz parte de uma mobilização mais ampla, que envolveu diferentes esferas de governo e que resultou na saída do Brasil do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU). A mudança reflete o impacto direto de políticas públicas integradas e efetivas voltadas à segurança alimentar.

Segundo o governador Cláudio Castro, os resultados obtidos comprovam a eficácia das decisões políticas que priorizaram o acesso à alimentação saudável. Atualmente, o estado oferece cerca de 54 mil refeições por dia e conseguiu retirar aproximadamente 1,5 milhão de pessoas da fome entre 2022 e 2023. O governador atribui esses avanços ao comprometimento da gestão com a causa da segurança alimentar.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, aponta que em 2022 havia 2,7 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar no estado. Já em 2023, o número caiu para 1,2 milhão.

Além dos 13 restaurantes, 50 unidades do Café do Trabalhador e das estruturas do RJ Alimenta, o estado já projeta a ampliação da rede de atendimento até 2026. A proposta é intensificar o apoio à população em situação de maior vulnerabilidade.

A secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Rosangela Gomes, afirma que a meta é formar cinturões de alimentação que garantam o acesso da população a refeições balanceadas e nutritivas, de forma cada vez mais segura e digna. Segundo ela, a rede será ampliada com a inauguração de mais quatro restaurantes até 2026, ao mesmo tempo em que se mantém o foco na excelência das unidades já existentes.

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