Secretário do PT de Campos, preso por suspeita de injúria racial, é liberado após audiência de custódia

A prisão de Gilberto Gomes aconteceu no último domingo (7)

Por Lyandra Alves

O secretário de comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT) de Campos dos Goytacazes, Gilberto Gomes, foi liberado após audiência de custódia realizada na manhã desta terça-feira (9). Ele havia sido preso no último domingo (7), durante as comemorações do Dia da Independência no Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop), suspeito de injúria racial.

Segundo informações divulgadas nas redes sociais, Gilberto teria se dirigido a um homem que carregava uma bandeira imperial e questionado: “preto monarquista?”. A frase foi interpretada como injúria racial, e agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) efetuaram a prisão em flagrante. O petista foi conduzido à 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde permaneceu preso.

Após o episódio, o diretório municipal do PT de Campos emitiu uma nota pública nas redes sociais em defesa de Gilberto Gomes. O partido afirmou que a detenção foi arbitrária e classificou a ação como “perseguição política”.

Na nota, o PT declarou: “O Partido dos Trabalhadores de Campos dos Goytacazes e demais companheiros da luta popular e partidos aliados expressam sua solidariedade irrestrita ao amigo e militante Gilberto Gomes, que vem sendo vítima de uma perseguição política e foi detido de forma arbitrária durante as manifestações do Grito dos Excluídos neste 7 de Setembro, quando se posicionava contra a Anistia a Golpistas e em defesa da democracia. A condução truculenta por parte das autoridades e a tentativa de criminalizar sua militância revelam o aprofundamento da intolerância contra as vozes populares que se levantam contra o bolsonarismo e a extrema-direita.”

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