As direções da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e de seus sindicatos iniciaram, na noite deste domingo (21), uma reunião do Conselho Deliberativo para avaliar a nova contraproposta apresentada pela Petrobras. No entanto, o encontro foi suspenso após a empresa não responder, durante a reunião, a questionamentos considerados centrais pelas entidades sindicais.
Com isso, a greve dos trabalhadores do Sistema Petrobras segue em curso, e o Conselho Deliberativo deverá ser retomado após um posicionamento da companhia sobre os pontos cobrados pela FUP. Entre as demandas estão a extensão integral da proposta às subsidiárias, a garantia de que não haverá desconto dos dias parados nem punições aos grevistas, o atendimento de reivindicações ligadas à logística e hospedagem de trabalhadores offshore e a equiparação de direitos entre trabalhadores de Coari e Urucu. As direções sindicais também aguardam a apresentação de uma carta-compromisso relacionada aos Planos de Equacionamento dos Déficits da Petros (PEDs).
Apesar da paralisação, a FUP avalia que a mobilização já resultou em avanços na negociação. A nova contraproposta apresentada pela empresa inclui pontos como o pagamento de abono, reajuste no vale-alimentação, mudanças em regras de frequência, medidas relacionadas ao trabalho offshore, ajustes no plano de saúde e avanços no debate sobre plano de cargos e a chamada “Pauta pelo Brasil Soberano”.
No Norte Fluminense, a diretoria do Sindipetro-NF informou que a orientação é pela continuidade da greve, destacando a importância da adesão da categoria enquanto as negociações não são concluídas.
Em nota, a Petrobras afirmou que não houve impacto na produção de petróleo e derivados até o momento. Segundo a estatal, foram adotadas medidas de contingência para garantir a continuidade das operações e o abastecimento do mercado. A empresa também informou que está em negociação com as entidades sindicais desde o fim de agosto e que respeita o direito de manifestação dos trabalhadores, mantendo-se aberta ao diálogo.
A definição sobre os próximos passos da greve dependerá da retomada do Conselho Deliberativo e das respostas da Petrobras às reivindicações apresentadas pelas entidades sindicais.


