Uma vistoria técnica foi realizada nesta semana nas praias do Açu e de Atafona, em São João da Barra, áreas que vêm sendo fortemente afetadas pelo avanço da erosão costeira, com impactos que se intensificaram nos últimos meses. A ação teve como objetivo avaliar pontos críticos e alinhar encaminhamentos técnicos para a adoção de medidas emergenciais e definitivas.
A vistoria contou com a presença da equipe técnica da Secretaria de Estado do Ambiente, reforçando a necessidade de acompanhamento permanente e de soluções que respeitem os limites legais de atuação do município. De acordo com a gestão municipal, o cenário tem se agravado e exige monitoramento contínuo, além da busca por alternativas viáveis dentro do que é permitido pela legislação ambiental.
A visita técnica foi resultado de uma reunião realizada anteriormente entre o governo municipal e o secretário estadual de Ambiente, Bernardo Rossi, que possibilitou o alinhamento institucional para o acompanhamento mais próximo da situação enfrentada pelo município.
Durante a vistoria, foram percorridos trechos considerados estratégicos ao lado de representantes do Estado, como Anselmo Frederico, da Coordenadoria de Estudos Ambientais, e Juliana Avilla, da Diretoria de Licenciamento Ambiental do INEA. A avaliação em campo reforçou a urgência do tema e a necessidade de ações técnicas pautadas pela responsabilidade ambiental e pela efetividade.
Também acompanharam a vistoria integrantes do governo municipal das áreas de Meio Ambiente, Segurança, Gabinete, Defesa Civil, Obras, Serviços Públicos e Procuradoria. A atuação integrada das equipes evidenciou a complexidade do cenário, que envolve riscos às famílias, impactos ambientais e a necessidade de decisões técnicas criteriosas.
A Prefeitura informou que já está em andamento um edital para a contratação de um estudo técnico especializado, que deverá apontar uma solução definitiva para a contenção da erosão costeira nas praias do Açu e de Atafona. A administração municipal reforçou que qualquer intervenção depende de autorização ambiental e licenciamento, ressaltando que não é possível realizar obras no mar ou na faixa costeira sem estudos técnicos prévios, mesmo em situações emergenciais, garantindo segurança, legalidade, responsabilidade ambiental e o uso adequado dos recursos públicos.
Além do macroestudo previsto na licitação, o município também avança na elaboração de um estudo emergencial e na solicitação de autorizações junto aos órgãos competentes, com o objetivo de viabilizar medidas imediatas enquanto a solução definitiva não é implementada.
Um novo encontro técnico está previsto para a próxima semana, quando deverão ser discutidas novas ações e possíveis medidas emergenciais para reduzir os riscos nas áreas atingidas. O foco das ações é a proteção das famílias, do território e do meio ambiente, sempre em conformidade com as exigências legais.


