EmpoderAção: a força da juventude negra que insiste em construir o futuro

Episódio reúne Luyara Franco e Caroline Oliveira para discutir como juventudes negras estão rompendo ciclos de exclusão por meio do conhecimento

Por Gabriela Hilário

No EmpoderAção desta semana, as jovens convidadas Luyara Franco, diretora executiva do Instituto Marielle Franco, e Caroline Oliveira, física e divulgadora científica conhecida como Astrolinxy, falam sobre como juventudes negras, periféricas e diversas estão usando a educação, a ciência, a tecnologia e o ativismo para transformar realidades e romper ciclos históricos de exclusão no Brasil. A entrevista completa vai ao ar no canal do Youtube, nesta quinta-feira (22.01).

A conversa reúne duas trajetórias que expressam essa virada de chave. as jovens Luyara Franco, diretora executiva do Instituto Marielle Franco, e Caroline Oliveira, física e divulgadora científica conhecida como Astrolinxy. Ao longo do episódio, Luyara fala sobre a circularidade da violência, a urgência da união coletiva e a responsabilidade de manter vivo um legado político que atravessa gerações, através do instituto, em homenagem à sua mãe Marielle Franco, fortalecendo ações de educação, justiça social e defesa dos direitos humanos:

Ser uma mulher negra, jovem e diversa, é estar sempre atenta e não se dispersar com outros assuntos, enfim, estar sempre alerta, sabe? E pensando no outro, no próximo, né? Sempre no futuro pra juventude. Pensar em soluções que outras pessoas, enfim, que o Estado também, não tem mecanismos pra fazer – destacou a jovem, que é formada em educação física.

Já Caroline Oliveira, de 20 anos, á formada em física e cursando a segunda gradução, relata o desdém enfrentado por jovens na ciência e alerta para o avanço de discursos antiuniversidade que afastam pessoas da educação formal:

Existe uma falta de confiança constante no que você fala, no que você faz, não pelo seu trabalho, mas pelo que as pessoas querem acreditar sobre você. Esse problema atravessa não apenas a ciência, mas diferentes áreas, especialmente quando raça, gênero e idade se tornam filtros de exclusão. Tenho percebido um crescimento de discursos antiuniversidade e anticiência. MAs, a educação abre portas e transforma não só a sua vida, mas a de quem está ao seu redor – defende.

Na mediação, Gabriela destaca que o incentivo ao não estudo não é aleatório, mas parte de uma lógica histórica que tenta afastar a população negra dos espaços de conhecimento, decisão e poder.

Mesmo quando tentam afastar jovens negros do estudo, a juventude segue criando caminhos e produzindo futuro. Eles enfrentam o desestímulo ao estudo, mas respondem com potência, conhecimento e ação – enaltece.

A entrevista completa está disponível no canal do EmpoderAção no YouTube.

O que você pensa sobre o desestímulo à educação e o futuro da juventude negra? Participe do debate nas redes da Band FM 96,1 ou nos perfis de Gabriela Hilário.

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