Famílias denunciam mudança de tempo integral para meio período em creche escola no Parque Imperial

Segundo as mães, mais de 200 crianças foram matriculadas na unidade, que possui capacidade física para cerca de 102 alunos

Por Redação

Famílias de crianças matriculadas em creche escola no Parque Imperial, em Campos dos Goytacazes (RJ), foram informadas, nesta terça-feira (3), na véspera do início das aulas, de que o atendimento será realizado apenas em meio período. Inicialmente, as matrículas haviam sido feitas com a previsão de funcionamento em tempo integral.

Segundo as mães, mais de 200 crianças foram matriculadas na unidade, que possui capacidade física para cerca de 102 alunos. A mudança ocorreu devido à paralisação da obra de uma nova creche-escola, que ampliaria o número de vagas e permitiria o atendimento integral.

A prefeitura informou que a nova unidade deve ser entregue após o Carnaval. No entanto, responsáveis pelas crianças relatam que não há, neste momento, condições estruturais para absorver toda a demanda prevista.

Com a alteração no regime de funcionamento, as famílias afirmam que precisarão reorganizar a rotina de trabalho e buscar alternativas para o cuidado das crianças no período em que não estarão na escola.

O advogado Marcelo Barreto, presidente da Comissão dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude da 12ª Subseção da OAB-RJ e secretário-geral adjunto da Comissão da Criança e do Adolescente da Seccional da OAB-RJ, esteve no local para acompanhar a situação.

Segundo ele, a mudança de horário representa impacto direto no direito à educação das crianças e na organização das famílias.

“As matrículas foram realizadas com a informação de que o atendimento seria em tempo integral. A alteração para meio período interfere na rede de apoio dessas mães e compromete o planejamento familiar”, afirmou.

De acordo com o advogado, mesmo que a nova unidade seja entregue nas próximas semanas, haverá prejuízo durante o período de transição.

“Existe um intervalo em que as crianças não terão o atendimento conforme o que foi prometido. Isso gera custos adicionais e dificuldades para as famílias”, disse.

Marcelo Barreto também avaliou que o caso evidencia problemas de planejamento na política de vagas da educação infantil.

“O ideal seria que a estrutura estivesse pronta antes da realização das matrículas. No papel, os números aparecem como atendimento ampliado, mas é necessário que isso se confirme na prática”, concluiu.

A nossa equipe entrou em contato com a Prefeitura, que informou que a Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia não foi procurada pelos pais de alunos para tratar desse assunto e esclarece que a informação não procede.

“Até o momento, há apenas 79 alunos matriculados na Creche Escola Parque Imperial e não 200 como foi informado de forma equivocada. Esse número, inclusive, é inferior ao número de matriculados no ano passado (102 alunos) é inferior à capacidade de atendimento da unidade. Nesta terça-feira (3), ainda há vagas ociosas a serem preenchidas, conforme dados obtidos no sistema de matrícula.

A Secretaria tomou todas as providências para a construção de uma nova unidade, cujo imóvel está sendo construído por meio de estrutura modular e está em fase de conclusão das obras. A inauguração vai acontecer nas próximas semanas e o novo imóvel poderá atender até 200 crianças. Portanto, ao longo do semestre, novas matrículas poderão continuar sendo efetivadas sem qualquer prejuízo aos alunos. A nova unidade vai ganhar salas de aulas amplas, banheiros infantis e para Pessoa com Deficiência (PCD), além de refeitório, cozinha, despensa, áreas administrativas e espaço para parquinho, entre outros setores.”

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