Trump provoca tensão mundial, petróleo dispara e o fantasma da inflação volta à economia global 

Por fim, resta torcer para que a guerra não se prolongue, pois a conta chegará em breve. Isso é muito duro

Por Giovana Velasco

Foto: Reprodução

Após o ataque dos Estados Unidos e Israel contra a nação iraniana, a conjuntura econômica mundial entrou em um compasso de expectativas negativas, em função do aumento do preço do barril de petróleo, que já rompeu a casa dos US$ 100,00. Este fato é muito perigoso devido à forte possibilidade do retorno da inflação na economia mundial e da elevação da taxa de juros nas diversas economias do planeta. Como consequência econômica de curto e médio prazo, poderá ocorrer a redução do crescimento, a destruição de empregos e a diminuição da renda.

Era tudo que o mundo não precisava agora: mais uma guerra, além da já existente entre Rússia e Ucrânia. O que o furacão Donald Trump fez foi assassinar um líder político e religioso chamado Ali Khamenei, chefe supremo do Irã. Quando a religião se envolve, o sarrafo é mais baixo, como está acontecendo neste momento. Autoridades iranianas já declararam que não irão se render e que o conflito continuará, sabe Deus até quando.

Trump, em sua cabeça doentia, pensou que estava lidando com a Venezuela, onde Maduro foi traído por seus próprios correligionários, principalmente pelos generais venezuelanos, que entregaram de bandeja a sua cabeça aos americanos. E o regime chavista continua a todo vapor, a despeito de Trump ter se apossado de forma ilícita do petróleo venezuelano. Ele feriu todas as normas do direito internacional. Viva o ditador Trump.

No caso do Brasil, a possibilidade de retorno da inflação é muito grande, e o Banco Central, que havia prometido reduzir a taxa Selic na próxima reunião do COPOM, certamente voltará atrás, e o crescimento econômico e social no país ficará comprometido por conta desse gesto tresloucado do presidente da República americana.

Por fim, resta torcer para que a guerra não se prolongue, pois a conta chegará em breve. Isso é muito duro.

Compartilhar:

RELACIONADAS

NOTÍCIAS