OMS identifica tratamento e inicia testes da vacina contra Ebola

Os medicamentos devem ser avaliados em ensaios clínicos para análise de segurança e eficácia

Por Giovana Velasco

Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica

A Organização Mundial da Saúde recomendou a priorização de três tratamentos experimentais contra a cepa Bundibugyo do vírus Ebola: o MBP134, da Mapp Biopharmaceutical; o maftivimab, da Regeneron; e o antiviral remdesivir, da Gilead Sciences.

Segundo a agência, os medicamentos devem ser avaliados em ensaios clínicos para análise de segurança e eficácia durante o atual surto registrado na República Democrática do Congo, com casos também identificados em Uganda.

A OMS informou que ainda não existem vacinas ou terapias aprovadas especificamente para a variante Bundibugyo do Ebola.

A Regeneron afirmou que já disponibilizou doses do maftivimab na República Democrática do Congo para eventual uso emergencial ou inclusão em pesquisas clínicas.

Para prevenção, a OMS destacou o antiviral oral experimental obeldesivir, também da Gilead, como prioridade para uso pós-exposição em pessoas que tiveram contato com casos confirmados. A agência ressaltou, porém, que a eficácia depende do rastreamento rigoroso dos contatos.

Entre as vacinas em desenvolvimento, a candidata rVSV Bundibugyo, desenvolvida pela International AIDS Vaccine Initiative, foi considerada a mais promissora, embora a OMS avalie que ela ainda não estará pronta para testes nos próximos meses.

Outra vacina em desenvolvimento, a ChAdOx1 Bundibugyo, criada pela Universidade de Oxford em parceria com o Serum Institute of India, poderá avançar para testes clínicos em até três meses.

A OMS também analisou a vacina Ervebo, da Merck & Co., atualmente a única licenciada contra o Ebola. No entanto, a agência não recomendou seu uso fora de estudos clínicos, devido à falta de evidências conclusivas sobre proteção contra a cepa Bundibugyo.

A entidade informou ainda que trabalha com autoridades sanitárias da República Democrática do Congo, Uganda e parceiros internacionais para estruturar estudos clínicos seguindo critérios éticos e científicos.

*Com informações do G1

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