Apesar de ocupar a oitava posição entre os tipos de câncer mais frequentes entre as mulheres no Brasil, o câncer de ovário preocupa especialistas devido à alta taxa de mortalidade associada à doença. A médica oncologista da Unimed Campos, Dra. Janaína Lobo, destaca que o principal desafio está no diagnóstico precoce, já que os sintomas iniciais costumam ser pouco específicos.
Segundo a especialista, sinais como distensão abdominal, desconforto na região do abdômen e dor pélvica podem ser facilmente confundidos com problemas gastrointestinais comuns, como gases, o que contribui para o atraso na identificação da doença.
“Diferentemente do câncer de mama e do câncer de colo do útero, não existe atualmente um exame de rastreamento eficaz para detectar o câncer de ovário em mulheres sem sintomas”, explica a médica.
Diante desse cenário, a avaliação dos fatores de risco torna-se fundamental. Entre os principais estão a idade avançada, especialmente acima dos 60 anos, o histórico familiar de câncer de ovário, mama, pâncreas ou próstata, além de alterações genéticas hereditárias.
De acordo com a oncologista, mulheres que possuem parentes de primeiro grau diagnosticados com câncer de ovário devem receber acompanhamento especializado e, quando indicado, avaliação com um oncogeneticista.
A médica reforça que consultas regulares com o ginecologista e a atenção aos sinais do próprio corpo são essenciais para aumentar as chances de diagnóstico em estágios iniciais da doença.
“É importante que essas mulheres estejam atentas à sua saúde para que a gente consiga diagnosticar na fase precoce e permitir maior chance de cura”, ressalta Dra. Janaína Lobo.
*Com informações do G1


