PT leva ao TSE ação contra Flávio Bolsonaro por informações falsas sobre urnas

Federação formada por PT, PV e PCdoB pede multa e remoção de publicações que associam, sem provas, empresa venezuelana ao sistema eleitoral brasileiro

Por Giovanna Toledo

Na imagem, Lula (à esq.), que tentará o 4º mandato em 2026, e Flávio Bolsonaro (à dir.), escolhido pelo pai para representá-lo no pleito

A Federação Brasil da Esperança (Fé Brasil), formada por PT, PV e PCdoB, protocolou nesta quarta-feira (22) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, por divulgação de informações falsas sobre as urnas eletrônicas.

A ação foi apresentada um dia após o parlamentar afirmar que as urnas utilizadas nas eleições brasileiras teriam sido produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic. A informação já foi desmentida pelo TSE, que esclarece que a empresa nunca fabricou equipamentos utilizados no sistema eletrônico de votação do país.

Na representação, a federação solicita a aplicação de multa de R$ 30 mil ao senador e a remoção de publicações que relacionem a Smartmatic ao sistema eleitoral brasileiro.

O processo também cita o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), a deputada federal Júlia Zanata (PL-SC) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Segundo os partidos, eles também divulgaram conteúdos considerados desinformativos sobre o processo eleitoral em redes sociais.

De acordo com a ação, os parlamentares utilizaram um documento divulgado pelo governo dos Estados Unidos, referente às eleições realizadas na Venezuela entre 2004 e 2020, para sugerir irregularidades no sistema eleitoral brasileiro. A federação sustenta que o documento não faz qualquer referência ao Brasil nem ao funcionamento das urnas eletrônicas no país.

Em nota apresentada ao TSE, a Federação Brasil da Esperança afirma que o conteúdo foi retirado de contexto para induzir dúvidas sobre a integridade das eleições brasileiras.

A Agência Brasil informou que procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro para comentar o caso, mas não havia recebido resposta até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

*Com informações da Agência Brasil

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