Saúde de Campos amplia serviço de telemedicina com oferta de psiquiatria e Hiperdia

Projeto tem como objetivo principal superar barreiras geográficas e dificuldades de locomoção, garantindo atendimento especializado a quase todas as comunidades quilombolas

Por Sâmela Braga

Foto: Kelly Maria / Divulgação

A Secretaria Municipal de Saúde de Campos, por meio da Atenção Primária à Saúde (APS), ampliou a oferta de consultas com especialistas via telemedicina nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) para atender comunidades quilombolas. Nesta quarta-feira (22), as unidades de Conceição do Imbé e do Quilombo de Lagoa Feia receberam teleconsultas com psiquiatra. Já na última terça-feira, pacientes da unidade do Quilombo foram atendidos por especialistas do programa Hiperdia (cardiologista e endocrinologista).

O projeto, em parceria com a Faculdade de Medicina de Campos (FMC) e o Centro de Saúde Escola de Custodópolis, tem como objetivo principal superar barreiras geográficas e dificuldades de locomoção, garantindo atendimento especializado a quase todas as comunidades quilombolas do município, exceto a de Custodópolis.

A coordenadora do Programa de Assistência aos Assentados e Quilombolas (PAAQ), Esthefany Francisco, reforça que a telemedicina é essencial para levar atendimento especializado e resolutivo a populações afastadas, combatendo a desigualdade no acesso às políticas públicas de saúde.

“A atenção primária, por meio do PAAQ, tem ampliado sua presença nos territórios ao mapear necessidades, identificando os pontos de melhoria e as implementações fundamentais nas unidades básicas para um atendimento eficaz. A telemedicina exemplifica esse movimento, ao proporcionar assistência especializada e resolutiva. Esse esforço é essencial para melhorar as condições de saúde de populações distantes dos centros urbanos”, apontou a coordenadora.

Estevan Ribeiro Tavares, médico da Estratégia Saúde da Família (ESF) na UBSF Quilombo, destaca como a telemedicina revolucionou o atendimento na unidade. Segundo ele, a tecnologia democratizou o acesso a especialistas, beneficiando populações rurais e em situação de vulnerabilidade que, anteriormente, precisavam se deslocar até o centro da cidade para receber assistência.

“Ao iniciar a consulta, o médico assistente da unidade apresenta o caso ao médico especialista, que participa remotamente. Após a exposição do quadro, estabelece-se um diálogo clínico e o especialista interage diretamente com o paciente por meio de videochamada. O atendimento prossegue com a discussão sobre a conduta terapêutica, definindo as intervenções adequadas, o ajuste medicamentoso e o planejamento do acompanhamento do paciente”, explicou.

Moradora de Ponta da Lama, Maria Aparecida de Souza Andrade, 64 anos, levou o filho Israel, de 23 anos, para ser consultado. “Vim em busca de auxílio profissional para investigar possíveis sintomas de autismo no meu filho. Achei essa iniciativa uma maravilha, pois a distância até o Centro é grande e nem todos os pacientes possuem meios de transporte próprios. Esse suporte é, sem dúvida, de extrema relevância para nós”, disse.

Fonte: PMCG

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