O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Campos dos Goytacazes (SINDIVAREJO), Joilson Barcelos, defende a inclusão de uma cláusula que permita a negociação e flexibilização de horas extras na proposta que prevê mudanças na escala 6×1, em discussão no Senado Federal.
Segundo Joilson, é necessário que os parlamentares considerem as transformações da economia e o crescimento dos marketplaces, plataformas virtuais que intermediam vendas entre consumidores e vendedores e que não seguem as mesmas regras do comércio físico.
A mesma preocupação é manifestada pelo presidente da União Nacional de Estabelecimentos Comerciais e Serviços (UNECS), Leonardo Miguel Severini. Para ele, a proposta deve prever alternativas e maior flexibilidade na jornada de trabalho para evitar impactos negativos sobre a economia.
Severini afirma que estudos técnicos apontam uma redução no apoio dos trabalhadores à mudança em relação ao primeiro semestre. Segundo ele, parte dos colaboradores também poderá ser afetada pelo aumento de custos de serviços e despesas domésticas.
O setor de comércio e serviços representa cerca de 80% dos 22 milhões de CNPJs ativos no país. Ainda de acordo com os dados apresentados pelas entidades, aproximadamente 9 milhões de empresários estão inadimplentes.
Para os representantes do setor, a falta de flexibilidade na regulamentação das horas extras pode aumentar os custos das empresas e agravar o cenário de endividamento, em um momento marcado por juros elevados e baixo nível de investimentos.


