Fórum em Campos discute metas para eliminar aids e transmissão do HIV até 2030

Encontro reuniu profissionais de seis municípios do Norte Fluminense para discutir prevenção, diagnóstico e tratamento

Por Giovana Velasco

Foto: Igor Azeredo

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro realizou, nesta terça-feira (1º), em Campos dos Goytacazes, um fórum regional para discutir ações voltadas à eliminação da aids e da transmissão vertical do HIV como problemas de saúde pública até 2030. O encontro aconteceu no Centro de Doenças Infecto-Parasitárias (CDIP) e reuniu profissionais de Campos, São Francisco de Itabapoana, Quissamã, Carapebus, São João da Barra e Macaé.

Durante o fórum, foram discutidas dificuldades enfrentadas pelos municípios nas áreas de prevenção, diagnóstico e tratamento, além da troca de experiências entre os serviços. Segundo a enfermeira da Gerência de IST/Aids da SES-RJ, Raquel Ávila, o objetivo foi buscar soluções conjuntas para os problemas identificados na região. “Hoje estamos aqui discutindo temas que foram trazidos pelos próprios municípios da região, para que a gente consiga solucionar as dificuldades e promover um bom atendimento às pessoas vivendo com HIV”, afirmou.

Entre os assuntos abordados esteve a transmissão vertical, que ocorre quando o HIV passa da gestante para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação. O diagnóstico precoce e o acompanhamento durante o pré-natal foram apontados como medidas importantes para reduzir o risco de transmissão.

A coordenadora do CDIP, Hélia Vargas, destacou a necessidade de iniciar o pré-natal o quanto antes e realizar os testes rápidos no primeiro e no terceiro trimestre da gestação. Segundo ela, a testagem também permite identificar sífilis e hepatites B e C. “Quanto antes a gestante iniciar o tratamento para o HIV, melhor, porque conseguimos reduzir o risco de transmissão vertical”, explicou.

Campos recebeu, em 2024, o Selo Prata de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Transmissão Vertical do HIV, concedido pelo Ministério da Saúde. A certificação reconhece ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de gestantes e crianças expostas ao vírus.

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