Galp mira Margem Equatorial e aposta em tecnologia para viabilizar Júpiter

Petroleira também trabalha para ampliar a produção em ativos do pré-sal e prevê alcançar o platô de Bacalhau ainda este ano

Por Redação

A Galp pretende ampliar sua atuação no Brasil, combinando o aumento da produção em ativos já operacionais com novas oportunidades de exploração. Durante a ROG.e 2026, a country manager da empresa no país, Paula Pereira da Silva, afirmou que a companhia acompanha as oportunidades na Margem Equatorial, onde já possui quatro blocos na Bacia de Barreirinhas.

A empresa também busca aumentar o fator de recuperação de Tupi e Iracema, na Bacia de Santos, em parceria com Petrobras e Shell. Segundo a executiva, um aumento de apenas um ponto percentual poderia representar cerca de 200 milhões de barris adicionais ao portfólio.

Tecnologia é aposta para destravar Júpiter

Outro foco da Galp é o campo de Júpiter, que possui grande volume de petróleo e alto teor de CO₂. A companhia detém 20% do ativo, enquanto a Petrobras possui os outros 80%.

A empresa direciona recursos de pesquisa e desenvolvimento para estudar tecnologias capazes de superar os desafios técnicos do projeto. Entre as alternativas avaliadas está o HISEP, tecnologia testada no campo de Mero.

Segundo Paula, a viabilização de Júpiter poderá contribuir para a reposição das reservas brasileiras e representar um novo marco para as empresas do consórcio.

Bacalhau deve atingir 220 mil barris por dia

A Galp também mantém expectativas positivas para Bacalhau, na Bacia de Santos, onde possui participação de 20%. O FPSO do projeto tem capacidade para produzir 220 mil barris de petróleo por dia, e a empresa prevê alcançar esse patamar ainda em 2026.

Com mais de 25 anos de atuação no Brasil, a Galp afirma que pretende continuar avaliando oportunidades de exploração, incluindo novos leilões da ANP e áreas da Margem Equatorial.

Redação: por Michelly Garbi

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