A Secretaria Municipal de Saúde de Campos reforça a importância da vacinação contra a hepatite B durante a gestação e do acompanhamento da doença desde o início do pré-natal. O rastreamento ainda no primeiro trimestre é considerado fundamental para reduzir o risco de transmissão do vírus da mãe para o bebê.
Segundo o infectologista Rodrigo Carneiro, subsecretário de Vigilância em Saúde de Campos, o pré-natal deve incluir a testagem para infecções como hepatite B, HIV, sífilis e hepatite C. O diagnóstico precoce permite que o obstetra indique o tratamento adequado e adote medidas para diminuir as chances de transmissão vertical.
No caso da hepatite B, além da vacinação da gestante, existem estratégias de proteção para o recém-nascido. A criança pode receber a vacina contra a doença e, quando indicado, a imunoglobulina específica contra o vírus, preferencialmente nas primeiras horas após o nascimento e dentro do prazo recomendado.
A orientação também é que esses insumos estejam disponíveis nas maternidades para garantir a proteção do bebê, inclusive quando a gestante não foi testada durante o pré-natal ou recebe o diagnóstico positivo para hepatite B.
As hepatites virais são inflamações do fígado causadas por diferentes vírus. No Brasil, os tipos A, B e C estão entre os mais comuns, e as hepatites B e C podem evoluir para formas crônicas, como cirrose e câncer de fígado.
Fonte: PMCG/ Foto: Kelly Maia


