Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 64.256.232 votos no segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25), e alcançou a maior votação já registrada por um candidato à Presidência da República no Brasil. O resultado supera o recorde anterior, que também pertencia ao petista, com os 60.345.999 votos conquistados em 2022.
Além da votação de 2022, Lula também aparece entre os candidatos mais votados em 2006, quando recebeu 58.295.042 votos. A lista dos maiores resultados desde a redemocratização inclui ainda Jair Bolsonaro (PSL), com 57.797.847 votos em 2018, e Dilma Rousseff (PT), que obteve 55.752.529 votos em 2010.
Apesar do recorde em números absolutos, Lula não alcançou a maior proporção de votos válidos da história. Em 2026, o presidente reeleito conquistou 51,79% dos votos válidos. A maior marca continua sendo a de 2002, quando venceu a eleição com 61,27% dos votos válidos, derrotando José Serra (PSDB).
O crescimento do eleitorado brasileiro ajuda a explicar a diferença entre os números absolutos e os percentuais. Em 1989, na primeira eleição presidencial direta após a redemocratização, o país tinha pouco mais de 82 milhões de eleitores. Em 2026, o contingente ultrapassou 158 milhões.
Entre os maiores percentuais de votos válidos registrados desde 1989, Lula aparece também em 2006, com 60,83%, enquanto Dilma Rousseff obteve 56,05% em 2010. Jair Bolsonaro alcançou 55,13% em 2018, e Fernando Henrique Cardoso registrou 54,28% em 1994 e 53,06% em 1998.
Das dez eleições presidenciais realizadas no período, apenas as de 1994 e 1998 foram decididas no primeiro turno. O próximo mandato de Lula começa em 5 de janeiro de 2027.


