‘Fortes indícios de fraude’, diz delegado sobre licitação envolvendo contratos de transporte escolar em Campos

O Delegado de Polícia Federal (PF) Wesley Amato falou com a reportagem da Band FM Campos sobre a Operação Stop, que teve com alvo agentes políticos, servidores públicos e empresários

Por Lyandra Alves

Foto: Lyandra Alves

O Delegado de Polícia Federal (PF) Wesley Amato falou com a reportagem da Band FM Campos sobre a Operação Stop, que teve com alvo agentes políticos, servidores públicos e empresários do ramo de transportes escolares de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

De acordo com Amato, há fortes indícios de fraude no caráter competitivo da licitação envolvendo os contratos de transporte escolar, que são feitos diretamente entre as escolas e as empresas. “O sistema de distribuição de verbas da Seeduc funciona da seguinte forma: a secretaria remete para diretoria regional, que encaminha para as unidades escolares. Essas unidades realizam a contratação com as empresas, de forma descentralizada”.

A pedido do GAECO/MPRJ, o Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Campos do determinou a suspensão de todos os contratos firmados pela Secretaria Estadual de Educação com as empresas WD Empreendimentos Comerciais e Serviços Eireli, ML dos Santos Comércio Serviços Eireli, MA Souza Transportes e Empreendimentos Ltda e Prozul Serviços de Construções Ltda.

Na ação conjunta com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), a PF cumpriu 15 mandados de busca e apreensão: nos gabinetes de dois vereadores, na sede regional da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro e em endereços ligado às empresas citadas na investigação.

Ainda segundo o delegado, no endereço de uma das empresas foram encontrados R$ 70 mil em espécie. “A gente acha que esse valor é atípico de se manter guardado, já que hoje temos sistemas bancários seguros. Temos suspeitas de que esse dinheiro seja de proveniência ilícita”.

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