Servidores da Prefeitura de Campos protestam contra projeto de lei que ampliaria perdas trabalhistas

Representantes do sindicato têm se revezado no local, onde estava agendada para hoje, às 10h, uma reunião com o presidente da Casa, Marquinho Bacellar (União Brasil)

Por Lyandra Alves

Foto: Reprodução

Desde a tarde desta segunda-feira (9), o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Campos dos Goytacazes (Siprosep) mantém uma vigília em frente à Câmara Municipal, intensificando sua mobilização contra o Projeto de Lei 165/2024. Representantes do sindicato têm se revezado no local, onde estava agendada para hoje, às 10h, uma reunião com o presidente da Casa, Marquinho Bacellar (União Brasil).

A insatisfação da categoria gira em torno do PL 165/2024, que o Siprosep considera uma continuação dos prejuízos trazidos pela Lei 2728/2022. Segundo o sindicato, o novo projeto aprofunda cortes de direitos dos servidores públicos, especialmente no que diz respeito às condições de aposentadoria e previdência.

Na última terça-feira (3), o sindicato já havia realizado um ato simbólico com a entrega de um abaixo-assinado contra o projeto. O documento, assinado por centenas de servidores, pede que o PL seja retirado da pauta da Câmara.

A Reforma da Previdência nacional, consolidada pela Emenda Constitucional 103/2019, obrigou municípios a adequarem suas legislações às novas normas. Em Campos, isso resultou nas Leis Complementares 27 e 28, além da criação do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (PreviCampos).

De acordo com o Siprosep, o texto final da Lei 2728/2022, que regulamenta essas mudanças, não respeitou o que havia sido previamente acordado entre o município e os servidores. Para o sindicato, o PL 165/2024 agrava ainda mais essas condições, indo além das exigências da reforma federal e prejudicando diretamente a classe trabalhadora municipal.

O PreviCampos, responsável por estruturar a previdência dos servidores, contratou uma empresa especializada para elaborar as adequações, que passaram por revisão jurídica e deliberação do Conselho do instituto antes de serem encaminhadas à Câmara. Contudo, o sindicato alega que as mudanças não contemplaram as necessidades dos trabalhadores e foram desproporcionalmente prejudiciais.

Compartilhar:

RELACIONADAS

NOTÍCIAS