Confirmado caso de Influenza Aviária em galinhas-d’Angola no estado do Rio de Janeiro

Área da savana foi interditada e funcionários estão sendo monitorados; transmissão para humanos é rara, mas exige atenção

Por Lyandra Alves

Foto: Divulgação

O Governo do Estado do Rio de Janeiro confirmou, nesta terça-feira (22), a detecção do vírus da Influenza Aviária em galinhas-d’Angola no BioParque do Rio. A contaminação foi atestada por exames realizados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, com sede em Campinas (SP).

De acordo com a Superintendência de Defesa Agropecuária Estadual, o caso está sendo tratado com rigor técnico. A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento já adotou medidas emergenciais para conter a disseminação do vírus, como o isolamento da área afetada e o monitoramento clínico de todas as aves do parque.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) também foi acionada e passou a acompanhar de perto os funcionários que tiveram contato direto com as aves. Segundo protocolo, qualquer sintoma respiratório apresentado por essas pessoas durante o período de monitoramento será tratado como suspeita de caso humano, com coleta de material para exames no Lacen-RJ e na Fiocruz. O isolamento domiciliar é orientado até que os resultados sejam concluídos.

O BioParque foi interditado no momento da suspeita e, agora, com a confirmação, manterá a área da savana em quarentena por 14 dias, sem acesso ao público. As demais áreas do parque poderão ser reabertas gradualmente, de acordo com os protocolos de segurança.

A operação para contenção do vírus é coordenada entre a Secretaria de Agricultura, o Ministério da Agricultura e os técnicos do BioParque. Entre as ações estão o bloqueio total da área contaminada, o rastreamento da movimentação de pessoas e materiais, além de inspeções frequentes nas instalações e nas demais aves do parque.

A gripe aviária, causada pelo vírus H5N1, não é transmitida pelo consumo de carne ou ovos. No entanto, a rápida identificação e contenção de casos é essencial para evitar prejuízos à saúde animal, à saúde pública e ao setor produtivo. Casos de transmissão para humanos são raros, mas o monitoramento é essencial para impedir qualquer evolução do quadro.

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