Um convite convite a uma jornada de redescoberta da herança dos povos de língua do tronco Bantu na formação sociocultural do Brasil. Esse é o principal objetivo da exposição “Kitanda”, que estreia no próximo dia 3 de setembro no Museu Histórico de Campos.
O projeto, que traz obras dos artistas Huriah e Murilo DoMeio, ilumina a contribuição, muitas vezes subestimada, desses povos na religião, língua, dança e culinária do país. Idealizada para ser uma imersão, o Kitanda em parceria com o Museu Histórico de Campos, utilizará de maneira inédita o segundo andar das exposições permanentes para as instalações das obras.
Apesar de terem constituído o estrato majoritário dos africanos escravizados traficados para o Brasil – cerca de 75% do contingente total – a influência bantu foi historicamente minimizada no que tange à valorização e/ou estudos em comparação a outros matizes culturais e étnicos que contribuíram para a formação do Brasil.
“Falar de cultura dos povos Bantu é também falar de Campos e do Norte Fluminense. Nossa região, como uma das que mais recebeu escravizados traficados para o Brasil, guarda em sua matriz cultural muitos desses elementos legados pelos povos do tronco linguístico Bantu. Essa exposição é uma provocação à reflexão sobre como devemos enaltecer, estudar e valorizar este componente central da nossa matriz sociocultural. Os povos bantus influenciaram de forma definitiva o que se entende como povo brasileiro.”, analisa Ianani Dias, produtora-executiva e mestre em desenvolvimento regional pela UFF.
A mostra destaca como, no dia a dia, a “alma bantu” se manifesta de forma inconteste, presente na língua e em costumes. O português brasileiro, marcadamente moldado por línguas como o quimbundo, quicongo e umbundo, traz consigo no dia a dia palavras como moleque, bunda, samba e quilombo, que são apenas alguns dos centenas de termos de origem bantu que enriqueceram o vocabulário nacional.
Na gastronomia, ingredientes como quiabo, fubá e feijão fradinho são heranças culinárias que se tornaram fundamentais na mesa do brasileiro.
Além disso, a exposição aborda a cosmovisão bantu e sua influência na religiosidade brasileira. O documento “Os Bantus no Brasil” sugere que essa matriz cultural serviu de alicerce para manifestações como o Candomblé de Nação Angola e a Umbanda, além de festividades como o jongo e as congadas.
A exposição “Kitanda” celebra a resiliência e a vitalidade desse legado que se manifesta em nossa contemporaneidade.
Marimba Produções
A Marimba Produções é uma produtora cultural focada em transformar ideias em projetos
tangíveis com impacto social e econômico. Especializada na execução de projetos, seu
portfólio inclui desde documentários e feiras culturais a eventos. A empresa desenvolve
seus projetos a partir do diálogo com o território, valorizando as identidades locais. Em
2025, a Marimba atingiu a marca de 13 projetos patrocinados por editais estaduais e
municipais. A produtora é responsável pela gestão de projeto da exposição “Kitanda”
SERVIÇO
● Vernissage: Dia 3 de setembro, das 17h às 21h.
● Período da Exposição: A partir de 4 de setembro.
● Horário de Visitação: De terça a sexta, das 10h às 12h e das 14h às 17h. Sábados,
das 9h às 14h.
● Local: (Deixe um espaço para o endereço do evento)
FICHA TÉCNICA
● Artistas: Murilo Domeio e Huriah Oliveira
● Produção Executiva: Ianani Dias
● Produção Técnica: Bárbara Lobo
● Assistente de Produção: Juliana Lima
● Assessoria de Acessibilidade Pedagógica e Pesquisa: Jéssica Oliveira
● Direção de Comunicação: Pietro Mesquita
● Identidade Visual: Murilo Domeio
● Designer: Matheus Bandeira
● Fotografia e Audiovisual: Alexia Martins
● Articulador e Assessoria de Imprensa: Rogério Siqueira
● Gestão de Projeto: Marimba Produções
● Realização: Secretaria de Cultura e Economia Criativa RJ


