Campos amplia atendimento para tratamento de tuberculose em nove unidades de saúde

A medida faz parte do processo de descentralização do atendimento, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS)

Por Lyandra Alves

Foto: César Ferreira

A Prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ) informou neste domingo (7) que nove Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) já oferecem tratamento para tuberculose no município. A medida faz parte do processo de descentralização do atendimento, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em parceria com a Gerência Estadual de Tuberculose da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (GERT/SES-RJ).

As unidades que já estão aptas a atender pacientes são: Parque Aldeia, Santa Helena, IPS, Conselheiro Josino, Santa Cruz, Jamil Ábido, Saturnino Braga, Penha e Imperial.

Antes da descentralização, os pacientes sintomáticos ou em tratamento precisavam se deslocar até o Programa de Controle da Tuberculose, no Centro de Referência Augusto Guimarães, ao lado do Hospital Geral de Guarus (HGG). Agora, o atendimento pode ser feito diretamente na unidade mais próxima da residência do paciente.

Segundo a SMS, a expansão será gradativa até alcançar todas as unidades básicas do município. Qualquer pessoa com sintomas respiratórios deve procurar a unidade de saúde para garantir diagnóstico precoce, início do tratamento e chances maiores de cura.

O tratamento da tuberculose dura em média seis meses, é gratuito e deve ser feito sem interrupções. Além da medicação, os pacientes recebem acompanhamento multiprofissional. O abandono pode causar resistência bacteriana, tornando o processo mais longo e com uso de medicamentos mais fortes.

A secretaria também reforçou que a tuberculose não é transmitida por objetos pessoais, como talheres ou toalhas, e que a doença não tem relação com a gripe. Apesar de atingir principalmente os pulmões, ela também pode comprometer rins, ossos, medula e até o sistema nervoso central.

Grupos como pessoas em situação de rua, privados de liberdade, povos indígenas, profissionais de saúde e pessoas vivendo com HIV estão entre os mais vulneráveis.

A Prefeitura destacou que a tuberculose tem cura e que o tratamento está disponível gratuitamente pelo SUS em todas as unidades habilitadas.

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