A Prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ) esclareceu informações divulgadas de forma equivocada sobre os salários de vigilantes previstos em edital recente e reforçou o plano de ampliação da segurança patrimonial no município. A iniciativa faz parte de um acordo com o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e prevê a terceirização da mão de obra para contratação de profissionais.
De acordo com o município, foi aberta licitação para a contratação de empresa responsável pelo fornecimento de vigilantes. O edital prevê a implantação de 200 postos de trabalho, com dois profissionais em cada um, garantindo cobertura contínua em regime de 12×36. Ao todo, cerca de 222 unidades da rede municipal devem ser atendidas, incluindo 145 escolas e 77 creches.
A prefeitura informou que o salário médio dos vigilantes está fixado em aproximadamente R$ 2,7 mil, seguindo parâmetros de mercado e referências utilizadas pelo próprio TCE-RJ. No entanto, a gestão destacou que houve uma interpretação equivocada por parte de algumas pessoas ao analisar o edital, o que levou à divulgação de informações incorretas sobre os valores pagos.
Segundo o esclarecimento, o valor total de um posto de vigilância, que pode ultrapassar R$ 7 mil mensais, não corresponde ao salário do trabalhador, mas sim ao custo completo do serviço contratado. Esse montante inclui encargos trabalhistas, como INSS, FGTS, férias e 13º salário, além de adicional de periculosidade, benefícios como vale-alimentação e transporte, uniformes, treinamentos obrigatórios e custos operacionais da empresa.
A prefeitura também negou a informação de que vigilantes receberiam salários de até R$ 15 mil, reforçando que esse tipo de dado surgiu da leitura incorreta entre o valor global do contrato e a remuneração individual. A contratação faz parte de um planejamento voltado à ampliação da segurança nas unidades públicas e à organização dos serviços, além de prever a geração de empregos formais no município. O processo, segundo a gestão, segue critérios técnicos e legais estabelecidos pelos órgãos de controle.


