Em um clima de profunda comoção, fé e gratidão, familiares, amigos e moradores de Caldeirão Grande do Piauí (cidade localizada a 441 km de Teresina) se reuniram para a missa de sétimo dia em memória de Manoel José de Sousa, carinhosamente conhecido como “Neli”. A celebração aconteceu na Igreja Matriz de São José, nesta terça-feira, às 10:00 e foi marcada por homenagens que ressaltaram sua trajetória, legado e devoção religiosa.
Durante a celebração, o Padre Fernando destacou o significado espiritual da missa de sétimo dia dentro da tradição católica. Segundo ele, o momento não representa apenas saudade, mas sobretudo esperança na ressurreição.
“A celebração do sétimo dia nos recorda a plenitude da vida em Deus. O número sete, na teologia, simboliza a perfeição. Celebrar este dia é professar a fé de que a vida do falecido se completou em Deus, e que a morte não é o fim, mas o início de uma vida gloriosa”, afirmou o sacerdote, citando o Evangelho de João: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.” (Jo 11,25).
Além da dimensão espiritual, a missa também foi marcada por reflexões sobre o legado deixado por “Neli”. Reconhecido na região por sua atuação política e compromisso com a comunidade, ele foi lembrado como um homem de fé, liderança e dedicação ao povo.
“O seu Neli foi um homem que acreditou até o fim. Acreditou em Deus, em sua missão e no seu povo. Ele tinha convicção de que sua terra poderia crescer e prosperar”, destacou o padre.
A continuidade da vida após a morte também foi abordada como um dos pilares da fé cristã. Segundo a mensagem transmitida, a ressurreição de Cristo é a garantia de que aqueles que creem também viverão uma nova vida. “Assim como Cristo ressuscitou, nós também somos chamados à vida eterna”, reforçou o celebrante.
A neta, Milene Carvalho Braga, de 21 anos, relembrou com carinho os momentos vividos ao lado do avô.
“Como ele morava em outra cidade, nos encontrávamos mais nas férias, mas cada momento era especial. Eu adorava ficar ao lado dele, fazendo carinho no seu cabelo”, contou.
Milene também destacou a importância do avô para o município, mesmo anos após sua atuação política. “Ele sempre se importou com Caldeirão. Mesmo depois de certa idade, ainda pensava em voltar a ser prefeito. Isso mostra o quanto ele amava essa terra”, afirmou.
A cerimônia foi encerrada com mensagens de agradecimento e orações, reforçando a união da comunidade em torno da memória de “Neli” de Sousa. Para muitos, mais do que despedida, a missa representou um ato de continuidade: da fé, dos ensinamentos e do legado deixado por um homem que marcou a história local.
Manoel José de Sousa
28/05/1939
22/04/2026


