Washington Reis é alvo de operação da PF em investigação sobre lavagem de dinheiro

Operação apura suspeitas de organização criminosa, fraude em licitações e lavagem de dinheiro; Washington Reis nega irregularidades

Por Giovanna Toledo

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A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (30), mandados de busca e apreensão contra o ex-deputado federal Washington Reis (MDB), pré-candidato a vice-governador na chapa de Eduardo Paes (PSD), durante a segunda fase da Operação Anáfara. A investigação também apura a atuação de sua irmã, Jane Reis (MDB), embora ela não tenha sido alvo de buscas.

Segundo a PF, o inquérito investiga suspeitas de organização criminosa, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que os envolvidos teriam mantido bens registrados em nome de terceiros, realizado despesas incompatíveis com a renda declarada e participado de negociações envolvendo imóveis.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal e pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), em razão de parte dos fatos investigados remontar ao período em que Washington Reis ocupava o cargo de secretário estadual.

Um dos núcleos investigados envolve o Laticínio Vale Carioca, apontado pela Polícia Federal como uma das empresas supostamente utilizadas para ocultação de patrimônio. Washington Reis nega ser proprietário da empresa. Outro núcleo é ligado ao empresário Mario Peixoto, que também é investigado na operação.

Jane Reis, indicada por Washington para compor a chapa de Eduardo Paes, é investigada pela PF por sua atuação na WR Participações, empresa da família que administra centenas de imóveis no estado. A suspeita é de que a empresa tenha sido utilizada para operações de lavagem de dinheiro.

Em nota, Washington Reis afirmou que já apresentou documentos à Polícia Federal para demonstrar a legalidade das operações investigadas. Segundo ele, “não há qualquer irregularidade” e a WR Participações atua há mais de 18 anos sem cometer ilícitos. O ex-deputado também declarou que todas as transações da empresa são formalizadas e negou movimentações em dinheiro vivo.

A Operação Anáfara foi deflagrada inicialmente em 2022 e investiga supostas irregularidades relacionadas a contratos públicos e movimentações patrimoniais. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou prazo para a conclusão do inquérito.

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