O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta quarta-feira (1º) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) volte a se manifestar sobre o caso da arma de fogo pertencente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, apreendida com um de seus seguranças no Distrito Federal.
A decisão foi tomada após a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal, que não indiciou Bolsonaro. Segundo o relatório, o ex-presidente não cometeu crime ao manter em sua residência uma pistola Glock calibre 9 mm devidamente registrada, mesmo cumprindo prisão domiciliar. O pedido de indiciamento foi direcionado apenas ao segurança, o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho.
Moraes concedeu prazo de 48 horas para que a PGR e a defesa do ex-presidente se manifestem sobre a apreensão da arma e de um carregador sobressalente. Na semana passada, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, havia afirmado que não identificava, naquele momento, elementos suficientes para caracterizar falta grave por parte de Bolsonaro, defendendo que a análise definitiva fosse feita após a conclusão das investigações.
A arma foi apreendida em 15 de junho durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, em poder do segurança de Bolsonaro. Em depoimento, o militar afirmou que transportava a pistola para manutenção, a pedido do ex-presidente. A defesa confirmou a propriedade da arma e sustentou que o equipamento estava regularmente registrado e que não havia determinação judicial para sua apreensão.
*Com informações da Agência Brasil


