Caso Thiago Rangel fica sem definição após licença do presidente do Conselho de Ética da Alerj

Júlio Rocha se afastou do mandato por licença médica e colegiado só deverá eleger um novo presidente após o recesso parlamentar

Por Giovana Velasco

Foto: Thiago Lontra

O afastamento do deputado estadual Júlio Rocha (Agir) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) deixou indefinida a condução dos processos que tramitam no Conselho de Ética da Casa, incluindo a representação contra o deputado Thiago Rangel (Avante), preso preventivamente desde maio por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Júlio Rocha, que presidia o colegiado, entrou em licença médica na última terça-feira (30). Segundo publicação no Diário Oficial, o parlamentar apresentou laudo médico e se colocou à disposição para perícia da equipe médica da Alerj. Durante o período de afastamento, a vaga será ocupada pela primeira suplente do Agir, Fabiani Vasconcellos, ex-vereadora de Valença.

Em nota, a Alerj informou que o Conselho de Ética deverá se reunir para eleger um novo presidente após o fim do recesso parlamentar.

Entre os processos pendentes, o de maior repercussão é o que envolve Thiago Rangel. A representação foi apresentada pela deputada Martha Rocha (PDT) após a prisão e o afastamento do parlamentar do exercício do mandato. Caberá ao Conselho avaliar se a conduta configura quebra de decoro parlamentar, o que poderá resultar em sanções, incluindo a perda do mandato.

Além do caso de Thiago Rangel, outras três representações aguardam análise do colegiado. Uma delas foi protocolada pelo líder do PL na Alerj, deputado Filippe Poubel, contra a deputada Renata Souza (PSOL), após declarações feitas durante sessão plenária envolvendo a deputada Sarah Poncio (Solidariedade).

Também está pendente uma representação contra o deputado Vitor Junior (PDT), apresentada por parlamentares do PL depois de declarações em plenário sobre uma suposta “caixa-preta” na Secretaria de Estado das Cidades.

Outro processo foi protocolado pelo deputado Renan Jordy (PL) contra o deputado Professor Josemar (PSOL), acusado de agredir fisicamente o cinegrafista de um influenciador durante um episódio ocorrido na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em São Gonçalo.

Com a presidência do Conselho de Ética em aberto, a análise das representações deve permanecer suspensa até a retomada das atividades legislativas.

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