Frio pode aumentar em até 20% os casos de AVC durante o inverno

Especialistas alertam para maior risco em períodos de baixas temperaturas e destacam a importância do reconhecimento rápido dos sintomas

Por Giovana Velasco

Foto: Divulgação

As baixas temperaturas registradas durante o inverno podem aumentar o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC). De acordo com dados do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), o número de casos pode crescer em até 20% nesta época do ano, principalmente nos dias em que os termômetros ficam abaixo dos 14°C.

Diante desse cenário, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em junho, a Lei nº 11.239/26, que determina a instalação de placas e cartazes informativos sobre os principais sinais do AVC em locais públicos e privados de grande circulação. A medida abrange espaços como hospitais, clínicas, escolas, terminais de transporte, shoppings, academias, bares, restaurantes e órgãos públicos.

O AVC ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo para uma região do cérebro ou rompimento de um vaso sanguíneo. A doença pode ser do tipo isquêmico, causado pela obstrução de uma artéria, ou hemorrágico, provocado pelo rompimento de um vaso. Em ambos os casos, o atendimento imediato é fundamental para reduzir o risco de sequelas.

Segundo o cardiologista Edmon Garcia, os sintomas costumam surgir de forma repentina e incluem fraqueza em um dos lados do corpo, dificuldade para falar, desvio da boca, perda de visão, tontura intensa e dor de cabeça muito forte. Ao identificar qualquer um desses sinais, a orientação é acionar imediatamente o serviço de emergência, anotar o horário em que os sintomas começaram e evitar oferecer alimentos, bebidas ou medicamentos à vítima até a chegada do atendimento.

O médico explica que o frio favorece a contração dos vasos sanguíneos e pode elevar a pressão arterial, fatores que aumentam o risco de AVC. Além disso, durante o inverno, a prática de atividades físicas tende a diminuir e há maior incidência de infecções respiratórias, condições que também podem contribuir para o agravamento do quadro.

Pessoas idosas e pacientes com hipertensão, diabetes, colesterol elevado, doenças cardiovasculares, obesidade, histórico de AVC ou infarto e fumantes estão entre os grupos que exigem maior atenção durante o período.

Para reduzir os riscos, a recomendação é manter o controle da pressão arterial, da glicemia e do colesterol, praticar atividades físicas regularmente, adotar uma alimentação equilibrada e evitar o tabagismo. O especialista reforça que, em casos de suspeita de AVC, o tempo é decisivo para o sucesso do tratamento e para a diminuição das sequelas.

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