O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região prepara uma grande passeata em mais um dia de atividades da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários 2026. Desta vez, uma caminhada está marcada para ser realizada nesta quinta-feira (13), com saída às 8h, do Centro, percorrendo as ruas da cidade até o bairro da Pelinca, que assim como o Centro, concentra agências bancárias.
O Sindicato tem realizado diversas atividades na cidade para dialogar com a população e alertar que a categoria bancária está em campanha salarial e nesta quinta-feira (13), ocorre mais uma rodada de negociações entre o Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Essa será a sétima rodada de negociações e até o momento a Fenaban não apresentou propostas referentes às cláusulas econômicas, ou seja, por aumento real nos salários, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vales refeição e alimentação, entre outros itens relacionados à remuneração, nem deu retorno nas mesas de reivindicações específicas de cada banco.
Em 2025, juntos os cinco maiores bancos lucraram R$ 124 bilhões. Considerando todo o setor, o lucro líquido registrado foi de R$ 171 bilhões. No mesmo ano, o patrimônio líquido do setor bancário atingiu o montante de R$ 1,2 trilhão, valor 25 vezes maior do que a soma do patrimônio líquido dos setores eletroeletrônica e mecânica (R$ 48 bilhões), que ocupam os primeiros lugares no ranking dos mais rentáveis do país.
Além disso, a rentabilidade média dos bancos, a partir do período pós-pandemia, ficou em média 2,3 vezes acima da taxa básica de juros do Brasil (Selic), reconhecida como a mais elevada do mundo, e 3 vezes acima da inflação.
Na quarta rodada de negociações, realizada no dia 21 de julho, a Fenaban ameaçou retirar cláusulas de saúde e se recusou a discutir os altos índices de adoecimento na categoria bancária, sugerindo, inclusive, a separação da mesa entre bancos públicos e privados, o que foi prontamente rejeitado pelo Comando Nacional.
A Fenaban também se recusou a assinar, desde a primeira mesa de negociações, um documento de ultratividade, que garantiria o conjunto de cláusulas conquistado ao longo dos anos. O presidente do sindicato, Rafanele Alves Pereira ressaltou que, sem o acordo de ultratividade e sem o acordo fechado, a partir de 1º de setembro a categoria pode perder todos as conquistas adquiridas até aqui. “Se até o dia 1º de setembro não houver acordo, a população pode se preparar pois a categoria bancária vai entrar em greve”.


