Mostra de Isa Nocci está em cartaz no Museu de Campos até 20 de setembro e utiliza o imaginário de contos e mitologias para abordar temas como ancestralidade, maternidade, identidade e transformação.
Entre deusas, guerreiras, mães, bruxas, princesas e figuras ancestrais, diferentes representações do feminino ganham espaço na exposição fotográfica digital “Era Uma Vez” em cartaz no Museu de Campos. A mostra, produzida e fotografada por Isa Nocci, reúne dez composições que utilizam o universo fantástico para abordar experiências presentes na vida de muitas mulheres.
Com curadoria de Graziella dos Anjos, diretora do Museu de Campos, a exposição parte de referências de mitologias, contos de fadas e da ancestralidade para construir uma narrativa sobre as diversas formas de ser mulher. As fotografias não se limitam à representação de personagens, mas utilizam essas figuras simbólicas para discutir questões como maternidade, silenciamento, pressões sociais, identidade, luta e transformação.
O imaginário dos contos de fadas, tradicionalmente associado ao encantamento e à fantasia, aparece na exposição como uma ferramenta para falar sobre situações concretas. As personagens se tornam símbolos de diferentes experiências e permitem ao público interpretar o feminino a partir de suas próprias vivências.
A mostra também se aproxima do conceito de sagrado feminino, explorando simbolicamente temas como os ciclos da vida, a potência criadora e as transformações pelas quais as mulheres passam ao longo de suas trajetórias.
Para Isa Nocci, a fotografia funciona como uma forma de construir essas narrativas e provocar diferentes interpretações. Em vez de apresentar uma definição única sobre o que significa ser mulher, a exposição busca criar espaço para que cada visitante encontre seus próprios significados nas imagens.
“Era Uma Vez” segue aberta à visitação no Museu de Campos até 20 de setembro. A proposta é que, entre elementos de fantasia, força e vulnerabilidade, o público possa reconhecer nas fotografias diferentes aspectos da experiência feminina.
Foto: Rodrigo Silveira

