A esposa de Rodrigo publicou nesta segunda-feira (14) uma manifestação nas redes sociais sobre as condições em que o encontrou, a esposa do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), Manoella Duarte, divulgou uma nota nesta segunda-feira (14) em que relata as condições em que encontrou o marido durante uma visita à unidade prisional. Bacellar está preso preventivamente desde 27 de março, quando foi detido pela Polícia Federal em sua casa, em Teresópolis, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Manoella, ela ficou cerca de dois meses sem conseguir ver o marido e, na última quinta-feira, encontrou Bacellar com marcas de algema no corpo. Na nota, ela afirma que ele relatou tomar banho utilizando um caneco, dormir com sabonete sobre o corpo para evitar a aproximação de mosquitos e não ter ventilador na cela.
A esposa também afirma que Bacellar estava com o dedo do pé inflamado e teria contado que colocou o pé em comida quente para tentar aliviar a dor. Segundo ela, apesar de a unidade contar com atendimento médico, existem restrições à entrada de medicamentos prescritos pelos profissionais que acompanham o ex-parlamentar.
Ainda de acordo com Manoella, Bacellar não está tendo acesso nem ao banho de sol.
“Não é possível ao Rodrigo usufruir nem mesmo do banho de sol, pois os horários são divididos entre facções e milícias e meu marido não faz e nunca fez parte de nenhuma.”
Ainda na nota, diz que não pretende discutir acusações ou investigações e que confia na Justiça para apurar o caso.
Na manifestação, a esposa reforça que Bacellar está preso provisoriamente e ainda não foi condenado. Ela afirma que não pede tratamento diferenciado ou liberdade, mas condições que considera básicas, como acesso à água, ventilação e atendimento médico adequado.
Rodrigo Bacellar foi preso pela segunda vez em março, após ter o mandato de deputado estadual cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão de Moraes restabeleceu a prisão preventiva após a perda do mandato.
A defesa de Bacellar já classificou a prisão como indevida e desnecessária e afirmou que iria recorrer da decisão.
Até a última atualização, não havia manifestação das autoridades responsáveis pela unidade prisional sobre os relatos apresentados pela esposa.


