Segundo informações divulgadas pela coluna do jornalista Guilherme Amado, do Portal Metrópoles, a Polícia Federal requereu acesso aos inquéritos relacionados a desvios de verbas na Fundação Leão XVIII como parte das investigações sobre o suposto envolvimento do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Durante as diligências, os investigadores teriam realizado ações na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Fazenda do estado.
Em abril, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu permissão para a PF iniciar uma investigação contra Castro, a respeito de alegações de desvio de verbas de contratos associados à Fundação Leão XIII. Na época, o governo estadual emitiu uma declaração refutando as acusações.
Em 2019, uma ação conjunta envolvendo a Polícia Civil, a Controladoria-Geral do Estado (CGE-RJ) e o Ministério Público do Rio de Janeiro resultou na detenção de sete indivíduos sob suspeita de envolvimento em manipulação de concorrências da Fundação Leão XIII.
A equipe combinada, que conduziu a Operação Catarata, alega que os danos causados por esse esquema atingiram a quantia de R$ 66 milhões.
No final do ano passado (2022), a Procuradoria-Geral da República solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a abertura de um inquérito para investigar o governador pelo suposto crime. O STF acatou.
A PGR fundamento seu pedido de investigação com base nos depoimentos de Marcus Vinícius Azevedo, ex-assessor de Cláudio Castro. Azevedo, em sua delação, alegou a ocorrência de supostos pagamentos de propina ao político durante sua passagem pelos cargos de vereador e vice-governador.
A Procuradoria não especificou quais evidências foram apresentadas, enfatizando que as informações oferecidas pelo delator “ainda necessitavam de diligências adicionais para corroborar” a suposta implicação do político nas alegadas irregularidades.
Em resposta, Castro expressou que “lamenta a retomada de eventos passados” e enfatizou sua confiança no sistema judicial para uma rápida elucidação da situação. Ele também destacou que interpôs uma ação criminal contra o delator por calúnia e difamação, uma vez que as alegações não correspondem à realidade. Além disso, reiterou que entrou com um pedido de anulação da delação devido a irregularidades na acusação.


