Franclim destaca vitória do Botafogo em meio a caos político: “Trabalhar e blindar”

Veja como foi a coletiva do treinador depois da vitória por 3 a 0 sobre o Independiente Petrolero

Por Giovanna Toledo

Foto: Divulgação

O Botafogo venceu o Independiente Petrolero por 3 a 0 na noite desta terça-feira, no Nilton Santos, e segue na liderança do Grupo E da Copa Sul-Americana. Depois da partida, o técnico Franclim Carvalho festejou a produção ofensiva da sua equipe, mesmo com alguns reservas em campo.

Franclim acredita que o gol marcado por Mateo Ponte, no início do primeiro tempo (com assistência do outro lateral, Alex Telles), abriu a defesa adversária.

– Eu já disse aqui que os nossos laterais têm que correr muito. Nós normalmente temos substituídos os laterais porque eles têm que correr muito e têm corrido muito. Quando eu digo correr, não é só para frente. Eles têm que ir para frente e para trás. Nós tentamos manter a equipe equilibrada com quatro homens, às vezes ficam só três. Nós ficamos um pouco… não é chateado, mas gritei com eles – disse o treinador.

– Mas eu sabia que teríamos esse espaço nessa zona hoje em situação de cruzamento entre a zaga adversária e o goleiro. Fez (o gol) o Mateo, mas eu me lembro de outros dois ou três lances que o Alex entrou por ali em algumas bolas, nós tínhamos que atacar esse espaço, fizemos isso durante a semana com o lateral, com os extremos, com o atacante, com os volantes. O Mateo fez bem, ele aparece bem naquela zona. Portanto, foi bom – completou ele, antes de concluir:

“O gol abriu um bocadinho. Tínhamos que fazer mais gols nesse jogo, e nós fizemos. Foi uma quantidade elevada de arremates, de cruzamentos, de chances criadas”.

Briga política entre social, John Textor e Ares

O treinador não tentou esconder que a boa atuação aconteceu apesar da instabilidade política e financeira que os alvinegros atravessam. Enquanto o Botafogo construía a vitória, a Justiça dava mais um capítulo à briga entre o clube social, John Textor e o fundo estrangeiro Ares pelo controle da SAF. O português destacou a importância de manter os atletas “dentro da bolha”.

– Temos essa informação e não podemos fugir dela. Temos também um técnico muito chato que sou eu, e os atletas tem algo que sempre temos na vida: ambição. Eles chegam lá dentro, seja em treino ou em jogo, e não pensam mais nada a não ser correr, trabalhar, fazer gols e defender. Essa mentalidade que temos no grupo é muito importante para ficarmos dentro da bolha que estamos e não pensarmos em nada que nos rodeia. Isso é mérito do grupo. Quando falo do grupo, falo de jogadores, comissão, Léo, Brito. As pessoas mais próximas. Acho que nós do Botafogo, torcedores incluídos, temos que pensar que o inimigo não está aqui dentro, mas sim lá fora. Não tenho dúvida nenhuma que o fato de ser o Botafogo causa um alvoroço ainda maior.

GE

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