Bacellar será ouvido em investigação sobre suposto vazamento de operação da PF

MPF investiga possível participação de agentes da PF em vazamento de operação

Por Giovanna Toledo

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a prestar depoimento em uma investigação que apura possíveis vazamentos de informações sigilosas da Operação Zargun.

O depoimento será realizado no âmbito de um procedimento conduzido pelo Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro. Ainda não há data definida para a oitiva.

Bacellar está preso desde março deste ano sob a acusação de ter alertado o ex-deputado estadual TH Joias sobre uma operação policial que resultaria em sua prisão em 2025. Segundo as investigações, o ex-parlamentar teria ligação com a facção criminosa Comando Vermelho.

Também está preso o desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). A Procuradoria-Geral da República (PGR) o denunciou por supostamente repassar informações sigilosas relacionadas a operações policiais contra integrantes da facção.

A nova investigação, conduzida pelo procurador Eduardo Benones, busca esclarecer se agentes da Polícia Federal tiveram acesso prévio às informações da operação contra TH Joias e, posteriormente, repassaram os dados a Bacellar ou ao desembargador.

Na denúncia apresentada em março, a PGR atribuiu a Macário Júdice Neto a responsabilidade pelo suposto vazamento. Já o procedimento instaurado pelo MPF no Rio considera a possibilidade de participação de policiais federais, mencionando uma eventual reincidência de agentes em vazamentos de operações sigilosas.

Nos bastidores da política fluminense, a permanência de Bacellar na prisão tem gerado apreensão entre parlamentares e ex-integrantes do governo estadual. Embora não haja informações sobre negociações para um acordo de colaboração premiada, interlocutores acompanham com atenção o avanço das investigações e seus possíveis desdobramentos.

*Com informações do G1

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