Histórico de acidentes na Ponte do Esqueleto volta à tona após morte de jovem de 21 anos

Estrutura ferroviária está desativada há cerca de 30 anos, mas atrai visitantes frequentemente para esportes radicais, trilhas e ciclismo.

Por Sâmela Braga

Foto: Jefferson Barbosa/EPTV

A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, reacendeu o debate sobre a segurança no local, que já foi cenário de outros acidentes graves nos últimos anos.

A tragédia aconteceu no última sexta (13). Segundo as investigações da Polícia Civil, Maria Eduarda foi lançada da plataforma sem estar conectada à corda principal de segurança. A jovem caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e morreu no local.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a vítima é levada até a borda da ponte por integrantes da equipe responsável pela atividade. Logo após o salto, pessoas presentes percebem que a corda de segurança não estava presa ao equipamento da jovem e gritam em desespero.

De acordo com a polícia, a corda que deveria sustentar a queda permaneceu enrolada no chão da plataforma. Testemunhas afirmaram que a conferência final dos equipamentos não foi realizada antes do salto. Três instrutores foram presos e, em depoimento, disseram não conseguir explicar como ocorreu a falha.

A Ponte do Esqueleto, desativada para o tráfego de veículos há cerca de 30 anos, possui aproximadamente 40 metros de altura e é frequentemente utilizada para esportes de aventura, como rope jump, trilhas e ciclismo. Em abril de 2024, uma ciclista de 39 anos também morreu após cair da estrutura.

Após o acidente, a Prefeitura de Limeira anunciou que pretende processar o governo federal por suposta omissão na fiscalização e controle de acesso ao local. Segundo a administração municipal, pedidos de providências vinham sendo feitos há meses, sem que medidas efetivas fossem adotadas.

Em nota, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) informou que a ponte integra um antigo trecho ferroviário da extinta Rede Ferroviária Federal e que nunca autorizou a realização de atividades esportivas na estrutura. O órgão afirmou ainda que solicitou apoio das prefeituras da região para restringir o acesso ao local e defendeu uma atuação conjunta dos poderes públicos para impedir novas ocorrências.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias da morte da jovem e a responsabilidade dos envolvidos na operação do salto.

Fonte: G1

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