Bolsonaro afirma à polícia que manteve arma em casa por questões de segurança

Pistola registrada em nome do ex-presidente foi apreendida com um segurança durante uma blitz da PM no Distrito Federal e motivou pedido de esclarecimentos do STF

Por Giovanna Toledo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em depoimento prestado à Polícia Civil do Distrito Federal, que manteve uma arma de fogo em sua residência por razões de segurança. Segundo ele, não poderia permanecer desarmado porque havia “três mulheres em casa” durante o período em que cumpre prisão domiciliar.

A declaração consta em uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a arma apreendida com um dos seguranças do ex-presidente na semana passada.

A arma que motivou os questionamentos do STF foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal. O armamento, registrado em nome de Bolsonaro, estava sendo transportado por um de seus seguranças, que informou aos policiais que a pistola seria levada para manutenção. O episódio levou Moraes a solicitar esclarecimentos sobre as circunstâncias em que a arma deixou a residência do ex-presidente e sobre sua posse durante o cumprimento da prisão domiciliar.

De acordo com a defesa, a arma havia sido entregue ao segurança para passar por reparos e seria posteriormente devolvida. Os advogados sustentam que Bolsonaro não está proibido de possuir armamento em sua residência.

Na decisão, Moraes também pediu explicações sobre os motivos para a manutenção da arma durante o período de prisão domiciliar e sobre os procedimentos adotados para o transporte do armamento.

A manifestação da PGR deverá subsidiar eventuais decisões sobre a situação da arma e o cumprimento das medidas impostas ao ex-presidente.

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