Marco Rubio responde Flávio Bolsonaro e reafirma tarifaço dos EUA contra o Brasil

Secretário de Estado dos EUA reafirma divergências comerciais, cita PCC e CV e diz que governo americano está disposto a dialogar com futuros líderes brasileiros

Por Giovanna Toledo

Carta escrita pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para Flávio Bolsonaro

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu oficialmente a uma carta enviada pelo senador Flávio Bolsonaro e reafirmou a posição do governo norte-americano sobre as tarifas comerciais impostas ao Brasil e a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas. As informações foram divulgadas pelo portal G1.

No documento, datado de 23 de junho, Rubio agradece a visita recente de Flávio Bolsonaro a Washington e afirma compartilhar da visão de que a relação entre Brasil e Estados Unidos deve permanecer baseada em valores comuns, respeito mútuo e cooperação para a segurança e a prosperidade do continente.

Sobre a política comercial, o secretário afirma que o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, já havia deixado claro que permanecem “diferenças substanciais” entre os dois países na investigação comercial aberta com base na Seção 301 da legislação norte-americana. A apuração foi iniciada a pedido do presidente Donald Trump e analisa supostas práticas brasileiras que, segundo o governo americano, restringem ou prejudicam o comércio com os Estados Unidos.

Rubio também agradeceu o apoio de Flávio Bolsonaro à decisão dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo o secretário, a medida busca enfraquecer as redes financeiras, de tráfico de drogas e de armas dessas facções, consideradas uma ameaça à segurança dos dois países.

Na parte final da carta, Rubio menciona o cenário eleitoral brasileiro e afirma que recebeu de Flávio Bolsonaro a informação de que uma eventual equipe de transição ficaria à disposição do governo americano caso o senador seja eleito presidente da República. O secretário conclui afirmando que os Estados Unidos estão preparados para trabalhar com os líderes que forem escolhidos pelo povo brasileiro, buscando fortalecer investimentos e a cooperação bilateral.

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