A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), inicia na próxima quarta feira (8) uma nova ação de captura e eliminação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O trabalho utiliza “Ovitrampas” para monitorar a população do mosquito e direcionar ações de controle onde for necessário. Com o objetivo de cobrir 93 bairros da área central, além de Farol de São Tomé e Baixa Grande, a pesquisa contará com 690 armadilhas.
Conforme o cronograma, as paletas serão substituídas na terça-feira (14) e a remoção dos dispositivos ocorrerá entre os dias 20 e 22, totalizando três dias de monitoramento em cada ponto. O coordenador do Programa de Controle de Vetores (PMCV) do CCZ, Claudemir Barcelos, informou que as ações vêm sendo focadas em mutirões nos locais com altos índices de infestação, as chamadas ‘áreas quentes’.
“Dessa forma, a equipe atua em cada localidade, concentrando esforços nos bairros com alta incidência. O planejamento atual está sendo adaptado às novas diretrizes do Ministério da Saúde, com foco no LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti) e nos dados dessas armadilhas para mosquitos”, explicou o coordenador.
Ovitrampas – As armadilhas consistem na instalação de um vaso preto, preenchido com água e levedura de cerveja, que fica parado simulando o ambiente perfeito, atraindo as fêmeas do vetor. Nele é inserida uma paleta de madeira (eucatex) que facilita a oviposição, que deve ser instalada a uma distância de 300 metros da outra. Após a coleta da amostragem, o agente realiza a contagem dos ovos e a identificação da espécie (Aedes albopictus ou Aedes aegypti).
Com base nesse resultado, é calculado o Índice de Positividade de Ovitrampa (IPO), que indica o percentual de armadilhas positivas e o Índice de Densidade de Ovos (IDO), registrando o número médio de ovos por armadilhas positivas.
Fonte: PMCG


