Filme campista será exibido gratuitamente no IFF Campos Centro nesta terça-feira 14 de julho

Sessão de "Como Se Não Houvesse Amanhã" acontece às 18h30 e reforça a importância de valorizar o cinema independente e os cineastas nacionais

Por Giovanna Toledo

O Instituto Federal Fluminense (IFF) Campus Campos Centro recebe, nesta terça-feira 14 de julho, às 18h30, a exibição gratuita do filme Como Se Não Houvesse Amanhã, dirigido pelo cineasta campista Victor Van Ralse. A sessão é aberta ao público e integra as ações de incentivo à produção audiovisual regional.

Para Victor Van Ralse, fortalecer o cinema produzido no Norte Fluminense depende, principalmente, de investimentos. Segundo o diretor, a Lei Paulo Gustavo foi fundamental para impulsionar produções locais e demonstrar o potencial da região.

“A mesma coisa que falta para todo o país: investimento sério. Meu filme, como o de outros colegas campistas, foi financiado pela Lei Paulo Gustavo, que foi um movimento emergencial de apoio para quem faz cultura. Foi um excelente incentivo para mostrar que a região tem muita gente boa se expressando pelo audiovisual e cinema. Com investimentos de empresários da região, somado à boa vontade do poder público, tenho certeza de que o Norte Fluminense tem tudo para ser mais uma fonte de obras pertinentes à cinematografia nacional”, afirmou.

O diretor destaca que o público pode esperar uma experiência que vai além do entretenimento.

“Cultura, entretenimento e reflexões. Acredito que todo filme tem essa tríade de expectativas, porque um filme é a expressão da cultura local em diálogo com o mundo. Também é entretenimento porque é ficção, uma visão de mundo construída a partir de uma história. Por fim, e não menos importante, é reflexão sobre o tempo presente e o futuro da arte no nosso país”, disse.

Embora seja uma ficção científica com linguagem experimental, o filme também estabelece uma forte conexão com Campos dos Goytacazes. Segundo Van Ralse, a produção parte da seguinte pergunta: como a cidade reagiria diante de uma catástrofe global?

“Meu filme, Como Se Não Houvesse Amanhã, é um filme-ensaio de ficção científica, ou seja, uma proposta autoral e experimental sobre uma distopia cada dia mais próxima de nós: o aquecimento global e o uso dos recursos terrestres sem planejamento. A identidade é a nossa, feita com pessoas da nossa região, no elenco e na equipe, isso já caracteriza uma forma de fazer cinema só nossa. Na trama, a história tenta responder o que nossa cidade, Campos dos Goytacazes, faria diante de uma catástrofe mundial. Afinal, o que o mundo faria já tem filme demais que fala disso, mas o que a gente faria? Tem que ver o filme para saber”, concluiu.

Além de proporcionar uma experiência cultural ao público, a exibição reforça a importância de valorizar o cinema independente e os realizadores nacionais. O fortalecimento da produção audiovisual regional contribui para a geração de oportunidades, movimenta a economia criativa e amplia o espaço para que histórias locais alcancem novos públicos.

A sessão será realizada no IFF Campus Campos Centro, às 18h30, com entrada gratuita.

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