Homem é preso por suspeita de tortura, cárcere privado e agressões contra companheira em Campos

Investigado também é acusado de lesão corporal e ameaças; prisão preventiva foi cumprida pela DEAM durante a Operação Mulher Segura 2026

Por Arthur Miranda

Um homem de 29 anos foi preso nesta segunda-feira (13) por policiais civis da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campos dos Goytacazes, suspeito de torturar, manter em cárcere privado, agredir e ameaçar a companheira. A prisão preventiva foi cumprida durante a Operação Mulher Segura 2026, com apoio de agentes da 134ª Delegacia de Polícia.

Segundo a Polícia Civil, os crimes ocorreram no bairro Parque Novo Jockey e são investigados desde abril deste ano, após a vítima, de 28 anos, procurar a DEAM para denunciar as agressões.

De acordo com o relato da mulher, ela manteve um relacionamento de aproximadamente dois anos com o suspeito. Após tentar encerrar a relação, o homem teria passado a praticar uma série de violências físicas e psicológicas.

As investigações apontam que o suspeito queimou a pele da vítima utilizando spray inflamável, cortou o cabelo dela à força e a agrediu com socos, chutes e cabeçadas. Ainda conforme a polícia, ele também ameaçou matar a mulher e a irmã dela, que estava grávida.

A vítima relatou ainda que foi obrigada, sob ameaça com uma faca e de ser envenenada com “chumbinho”, a percorrer a cidade de motocicleta com o investigado em busca de um suposto rival amoroso. Ela conseguiu fugir ao se jogar do veículo em movimento e acionar a Polícia Militar. Mesmo após a fuga, o homem teria voltado a ameaçá-la de morte.

Diante da gravidade do caso, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do investigado, que foi autorizada pela Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campos dos Goytacazes.

Após trabalho de inteligência, os agentes localizaram o suspeito no bairro Parque Novo Jockey. Segundo a polícia, ele não resistiu à prisão e foi encaminhado para a delegacia. Em seguida, foi transferido ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A Polícia Civil reforça que mulheres vítimas de violência doméstica podem procurar a DEAM ou acionar as forças de segurança para denunciar casos de agressão e ameaças.

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