Apesar da assinatura digital, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que o texto completo do acordo só será divulgado após uma cerimônia oficial marcada para a próxima sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça.
Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, o documento foi assinado por Donald Trump, J.D. Vance e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Qalibaf. O governo norte-americano considera que Qalibaf possui autorização do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, para representar o país nas negociações.
Entre os pontos já conhecidos do acordo estão a reabertura do Estreito de Ormuz e o encerramento do bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos ao Irã. A via marítima é considerada estratégica para o comércio global de petróleo e gás, concentrando cerca de 20% do transporte mundial desses produtos.
As duas nações também devem iniciar ainda nesta semana novas negociações técnicas para aprofundar os termos do tratado. Questões como o alívio de sanções econômicas e o desbloqueio de ativos iranianos continuam em discussão.
Apesar do avanço diplomático, declarações de autoridades dos dois países indicam que a relação ainda é marcada por desconfiança. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que Teerã mantém reservas em relação aos Estados Unidos, enquanto Trump declarou que qualquer flexibilização de sanções dependerá do cumprimento dos compromissos assumidos pelo governo iraniano.
Outro ponto que gerou debate envolve a utilização do Estreito de Ormuz. Trump afirmou que o acordo prevê a ausência de pedágios para embarcações que cruzarem a região. Já o governo iraniano anunciou que poderá cobrar taxas relacionadas a serviços de navegação, proteção ambiental, seguros e outras operações de apoio marítimo.
A cerimônia presencial prevista para sexta-feira deverá reunir representantes dos dois países e marcar oficialmente a entrada em vigor do acordo. Até lá, o conteúdo integral do documento permanece sob sigilo.
*Com informações do G1


