Os dois principais espaços públicos dedicados às artes cênicas em Campos dos Goytacazes, o Teatro Municipal Trianon e o Teatro de Bolso Procópio Ferreira, estão com as atividades suspensas. A situação tem provocado manifestações de artistas, produtores e trabalhadores da cultura, que cobram soluções para os problemas de infraestrutura dos equipamentos.
No Teatro de Bolso, a interrupção ocorreu após a identificação do furto de fiação na área da fachada voltada para a Avenida XV de Novembro. Segundo a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), os cabos cortados comprometeram o funcionamento dos aparelhos de ar-condicionado do espaço.
Já o Teatro Trianon passa por adequações técnicas. Em nota, a Fundação Cultural informou que ainda não há uma previsão para a liberação do espaço, destacando que as intervenções são necessárias para garantir a segurança e a manutenção do teatro.
A suspensão ocorre após meses de reclamações da comunidade artística sobre as condições dos dois equipamentos. Em julho, a Câmara Técnica de Teatro de Campos, ligada ao Conselho Municipal de Cultura, divulgou um manifesto cobrando melhorias estruturais, manutenção, segurança e transparência na gestão dos espaços. Entre as reivindicações estavam a recuperação do sistema de climatização do Trianon e intervenções na estrutura elétrica, acessibilidade, iluminação, sonorização, camarins e banheiros do Teatro de Bolso.
A Secretaria de Comunicação, após ser questionada, informou: “A Fundação informa que são equipamentos com anos de utilização, que necessitam de manutenção, os trâmites para os reparos necessários estão em andamento. Tão logo seja possível, passaremos a previsão da entrega.”
O diretor teatral e produtor cultural, Fernando Rossi diz: “É uma grande perda cultural, afeta todos os artistas envolvidos no fazer teatral da nossa cidade. Perde os artistas, perde o público. Os aparelhos culturais devem ser preservados”. Ele que neste domingo postou uma carta aberta nas redes sociais, se vê frustado por não conseguir compartilhar sua arte com o público
Fontes: Folha 1, Fernando Rossi


