O Estado do Rio de Janeiro registrou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (19), 232 mil pessoas com 15 anos ou mais eram analfabetas, o equivalente a 1,6% da população nessa faixa etária, segundo menor índice do país, atrás apenas de Santa Catarina.
Em 2016, o percentual era de 2,5%, o que correspondia a 344 mil pessoas. A média nacional em 2025 ficou em 4,9%.
Entre a população com 60 anos ou mais, o Rio apresentou a menor taxa de analfabetismo do Brasil, com 4%, o equivalente a 140 mil pessoas. Em 2016, esse grupo somava 197 mil pessoas analfabetas, com índice de 7,1%. No país, a média para essa faixa etária é de 13,8%.
Ensino superior bate recorde
A proporção de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram o ensino superior chegou a 27,3% em 2025, maior percentual da série histórica e o segundo mais alto do país. Em 2016, esse índice era de 17,8%.
Os dados mostram desigualdade racial no acesso à graduação. Entre pessoas brancas, 38,6% possuem diploma de nível superior, enquanto entre pretos e pardos o percentual é de 17,8%.
As mulheres também apresentam maior nível de escolaridade. Entre aquelas com 25 anos ou mais, 28,1% concluíram o ensino superior, contra 26,4% dos homens.
Escolaridade média é a segunda maior do país
O número médio de anos de estudo da população com 25 anos ou mais alcançou 11,4 anos, o segundo maior índice entre os estados brasileiros. Em 2016, a média era de 10,1 anos.
No recorte por cor ou raça, pessoas brancas possuem média de 12,3 anos de estudo, enquanto pretos e pardos registram 10,6 anos.
Além disso, 67,2% da população com 25 anos ou mais concluiu pelo menos o ensino médio, maior percentual desde o início da série. Em 2016, o índice era de 53,9%.
Escolarização cresce entre jovens
A taxa de escolarização entre crianças de 6 a 14 anos atingiu 99,7% em 2025. Já entre adolescentes de 15 a 17 anos, o índice chegou a 95,4%, acima dos 89,5% registrados em 2016.
Entre os jovens dessa faixa etária, 81% estavam matriculados na etapa escolar adequada à idade, um avanço de 17,6 pontos percentuais em relação a 2016. As meninas apresentam percentual maior de adequação escolar, com 82,9%, contra 79,3% dos meninos.
Queda no número de jovens que não estudam nem trabalham
Em 2025, 17,5% dos jovens de 15 a 29 anos do estado não estudavam, não trabalhavam e nem estavam em cursos de qualificação. O percentual corresponde a cerca de 600 mil pessoas e representa uma redução em relação a 2019, quando o índice era de 23,7%.
Entre as mulheres, 22,9% estavam nessa condição, enquanto entre os homens o percentual foi de 12,2%. No recorte racial, 19,4% dos jovens pretos e pardos não estudavam nem trabalhavam, contra 14,8% entre os brancos.
Também houve aumento do número de jovens que conciliam trabalho e estudo. O percentual passou de 11,7%, em 2019, para 15,6% em 2025, enquanto o grupo que trabalha e não estuda permaneceu em torno de 1,2 milhão de pessoas.


